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Este montante equivale aos orçamentos anuais das Unidades Locais de Saúde de Santa Maria e São João em 2024, evidenciando a importância dos genéricos na acessibilidade ao tratamento desta doença crónica que afeta mais de um milhão de portugueses. Segundo a Equalmed, os antidiabéticos orais são uma das classes terapêuticas que mais peso representam nos encargos do SNS.
Dados do relatório de monitorização do consumo de medicamentos em meio ambulatório do Infarmed indicam que o consumo destes medicamentos tem-se mantido estável nos últimos anos, com uma dispensa anual superior a 62 milhões de unidades. A associação destaca que, apesar do contributo dos genéricos para o aumento da acessibilidade e melhoria da qualidade de vida dos doentes, o país enfrenta uma taxa de não controlo da diabetes superior a 35%, conforme salienta o presidente da Equalmed, João Paulo Nascimento.
No tratamento da diabetes tipo 2, os medicamentos genéricos têm facilitado o acesso dos doentes a tratamentos inovadores, como os inibidores da DPP-IV, também conhecidos por gliptinas. Em 2025, foram dispensadas mais de 5 milhões de unidades de antidiabéticos orais genéricos, um número que se mantém estável, mas com potencial de crescimento após o fim dos períodos de exclusividade das patentes de soluções terapêuticas recentes e inovadoras.
João Paulo Nascimento sublinha a importância de garantir que todos os doentes tenham acesso equitativo à medicação e uma melhor qualidade de vida, alinhando-se com o objetivo do Dia Mundial da Diabetes de reduzir as desigualdades no tratamento e prevenção da doença.
Em 2024, Portugal registou quase 81 mil novos casos de diabetes, elevando para mais de 936 mil o total de pessoas diagnosticadas e registadas nos centros de saúde, segundo dados da Direção-Geral da Saúde
lusa/HN



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