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O país posiciona-se favoravelmente no que toca a mortes que poderiam ser evitadas através de intervenções de saúde pública e de cuidados médicos eficazes. Com uma taxa de 180 mortes por 100 mil habitantes por causas evitáveis, Portugal fica abaixo da média da OCDE, que é de 222. Esta métrica, que agrega mortes preveníveis através de estilos de vida saudáveis e vacinação, por exemplo, e mortes tratáveis com intervenções médicas oportunas, reflete a eficácia geral do sistema de saúde. A melhoria observada ao longo da última década está alinhada com investimentos em áreas como a vacinação, o controlo do tabagismo e a melhoria dos cuidados cardiovasculares. No entanto, uma análise mais fina mostra que persistem desafios. As doenças circulatórias e o cancro, as duas principais causas de morte no país, continuam a representar um peso significativo nestas estatísticas. A mortalidade masculina por causas evitáveis continua a ser substancialmente mais elevada do que a feminina, um padrão que se verifica em quase todos os países da OCDE e que está ligado a comportamentos de risco mais prevalentes nos homens. Para continuar a travar este indicador, será crucial abordar fatores de risco como a obesidade, o consumo de álcool e a poluição atmosférica, bem como garantir que os diagnósticos são feitos mais cedo e que os tratamentos chegam a toda a população de forma equitativa, sem deixar ninguém para trás.
Link de acesso: https://doi.org/10.1787/8f9e3f98-en
PR/OCDE/HN



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