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O estudo, liderado pela investigadora Joana Alves, avaliou o impacto clínico e económico da vacinação contra o VSR em Portugal, utilizando um modelo económico adaptado à realidade nacional e dados de literatura portuguesa e internacional. Os resultados indicam que a vacinação permitiria prevenir aproximadamente 87 mil episódios de doença associada às vias respiratórias inferiores, 2.346 episódios de urgência, além das hospitalizações mencionadas, ao longo de um horizonte temporal de cinco anos.
Atualmente, os custos anuais associados a estes episódios são estimados em cerca de 217 milhões de euros, incluindo hospitalizações, episódios de urgência, cuidados intensivos e consultas. Joana Alves sublinha que, embora a vacinação represente um aumento de custos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), permite simultaneamente reduzir os custos em outras áreas, nomeadamente hospitalizações, cuidados intensivos e consultas evitadas. “Além disso, ao evitar hospitalizações, cuidados intensivos e consultas, a vacinação também pode ajudar a libertar recursos clínicos que são importantes para satisfazer e suprir outras necessidades do Serviço Nacional de Saúde”, afirmou.
A investigadora alertou para a subvalorização do VSR, frequentemente associado apenas a idades mais jovens, quando na realidade é um agente comum em infeções respiratórias, sobretudo nos meses de outono e inverno. “É uma das principais causas de pneumonia e insuficiência respiratória em adultos mais velhos e pode ainda agravar doenças crónicas como a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), a insuficiência cardíaca ou a diabetes”, explicou Joana Alves.
O estudo conclui que a vacinação contra o VSR na população com mais de 60 anos é custo-efetiva e contribui para a sustentabilidade do SNS, representando um importante aliado na prevenção da doença e na redução da carga económica e clínica associada ao vírus.
lusa/HN



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