Mpox: Moçambique com 89 recuperados em 90 casos registados desde julho

15 de Novembro 2025

Um total de 89 casos de mpox em Moçambique estão recuperados, dos 90 registados naquele país africano, indicam dados do Ministério da Saúde, que só poderá decretar o fim do surto após 60 dias sem novos positivos.

Segundo o último boletim de atualização de dados sobre a mpox, Moçambique registou um total de 90 casos positivos da doença desde julho e apenas um está ativo na província de Niassa, epicentro da doença.

Niassa, no norte de Moçambique, lidera com o maior número de positivos, 80, seguido da província de Maputo, com quatro, Manica, três, Tete, com dois casos, e Cabo Delgado um, estas quatro últimas províncias atualmente sem casos ativos.

Moçambique continua sem óbitos por mpox após testar, até quarta-feira, um total de 1.798 pessoas, de um cumulativo de 1.813 suspeitos registados.

Apesar do número significativo de recuperados da doença, o país africano não pode ainda declarar o fim do surto porque são necessários 60 dias sem um caso que seja positivo, segundo a diretora nacional adjunta de Saúde Pública, Aleny Couto.

“Para declararmos o fim do surto, temos que ter 60 dias sem um caso que seja positivo. Tendo em conta que na província de Niassa ainda estamos a ter casos positivos, não podemos neste momento declarar o fim do surto de mpox no país”, disse à Lusa, em outubro, a responsável.

As autoridades sanitárias garantiram que Moçambique está preparado para lidar com o mpox, com capacidade para 4.000 testes, feitos localmente, em todas as capitais de província, através dos laboratórios de Saúde Pública.

A mpox é uma doença viral zoonótica, identificada pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo. No atual surto, na África austral, desde 01 de janeiro, já foram notificados 77.458 casos da doença, em 22 países, com 501 óbitos.

O primeiro caso de mpox em Moçambique aconteceu em outubro de 2022, com um doente em Maputo, no surto anterior.

lusa/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Doenças cardiovasculares custam 282 mil milhões de euros à União Europeia

A União Europeia enfrenta um desafio significativo com as doenças cardiovasculares (DCV), que continuam a ser a principal causa de morte e incapacidade no território comunitário. Um relatório recentemente divulgado, antecedendo o lançamento do Plano Corações Seguros, revela que estas doenças são responsáveis por um terço de todas as mortes anuais na UE e afetam mais de 60 milhões de pessoas.

Universidade Católica Portuguesa lança curso pioneiro em Medicina do Sono Pediátrico

A Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (FM-UCP) vai iniciar a primeira edição de um curso avançado dedicado ao estudo e prática clínica do sono na infância, uma formação pioneira em Portugal. O curso, que arranca a 16 de janeiro, será ministrado em formato b-learning e em inglês, com um carácter internacional.

Ordem dos Nutricionistas cria Fundo de Apoio à Formação para profissionais desempregados

A Ordem dos Nutricionistas lançou, pela primeira vez, um Fundo de Apoio à Formação destinado a apoiar os profissionais de nutrição que se encontrem em situação de desemprego. Esta iniciativa surge no âmbito do Dia do Nutricionista, celebrado a 14 de dezembro, e tem como objetivo possibilitar a aquisição de ferramentas que promovam uma prática profissional atualizada e baseada na evidência científica.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights