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Uma equipa de investigadores da Universidade Médica de Viena, em cooperação com outras instituições, desenvolveu um método inovador que localiza microplásticos no interior de tecidos biológicos de forma não destrutiva e espacialmente resolvida. Esta técnica, designada por Espectroscopia no Infravermelho Optofototérmica (OPTIR), permite identificar quimicamente partículas como o polietileno, o poliestireno e o politereftalato de etileno, preservando a integridade da amostra e a sua estrutura. A localização exata dos plásticos no tecido mantém-se visível, o que possibilita correlacionar a sua presença com alterações patológicas observadas ao microscópio. A equipa, liderada por Lukas Kenner, aplicou o método com sucesso a amostras de tecido humano rotineiramente arquivadas em parafina, um avanço técnico que até agora não era possível. Os resultados, publicados nas revistas Analytical Chemistry e Scientific Reports, detetaram a presença frequente destas partículas em áreas do cólon humano com alterações inflamatórias. A metodologia revelou-se suficientemente sensível para identificar partículas com um diâmetro de apenas 250 nanómetros em experiências com ratos e culturas celulares tridimensionais. A aplicação desta técnica poderá vir a esclarecer a possível relação entre a exposição a microplásticos e o desenvolvimento de doenças crónicas.



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