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O PS de Vila Nova de Gaia saiu hoje a campo para denunciar o que classifica como um propósito do Ministério da Saúde de desclassificar serviços de pediatria e neonatologia, bem como de cirurgia pediátrica, na Unidade Local de Saúde (ULS) de Gaia/Espinho. A acusação, consubstanciada num comunicado, pinta um cenário negro para a acessibilidade aos cuidados de saúde no concelho.
Em causa está, segundo os socialistas, uma movimentação do executivo da ministra Ana Marta que, a concretizar-se, significará a transferência destas valências diferenciadas para unidades hospitalares do Porto, nomeadamente os centros hospitalares de São João e Santo António. Tal opção, defendem, é simplesmente “inaceitável” e forçará milhares de famílias a cruzar o rio para consultas e tratamentos que presentemente realizam na ULSGE.
Os custos diretos e o tempo de viagem são apontados como consequências inevitáveis, com receios sérios sobre uma quebra na qualidade dos serviços prestados. O partido, que agora assume o lugar de oposição na câmara municipal, não se ficou por aqui e lançou uma suspeita mais gravosa: a medida estaria “unicamente ao serviço da poupança”, ignorando o impacto na população e o trabalho dos profissionais locais. A ministra da Saúde, acusam, estaria assim a “atingir e a diminuir o prestígio e bom nome” dos mesmos.
Há ainda uma apreensão concreta com o efeito dominó que esta decisão poderá gerar. As novas ULS de acolhimento, já elas próprias sob tensão, poderão ficar com uma “elevada procura e saturação”, o que se traduziria em listas de espera mais longas também para os utentes de Gaia. Os tempos de espera, alertam, tornar-se-iam “superiores”, penalizando duplamente as famílias.
Perante este quadro, o PS de Gaia anunciou a intenção de levar novamente o assunto a uma reunião de executivo municipal, onde tenciona apresentar uma moção para travar o processo. O tema promete aquecer o debate político local, colocando a gestão dos serviços de saúde no centro das atenções.
NR/HN/Lusa



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