Futuro hospital de Ponta Delgada deverá ter aumento considerável do ambulatório

18 de Novembro 2025

O Governo dos Açores defendeu hoje que o futuro Hospital Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, deverá ter uma área de atividade de ambulatório “consideravelmente maior” do que a atual, mas insistiu tratar-se de um processo “moroso”.

“O futuro hospital terá de ter uma área de atividade de ambulatório com uma área consideravelmente maior àquela que tem na atualidade”, defendeu a secretária da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, em declarações aos jornalistas a propósito da reunião da Comissão de Análise do Futuro do HDES, que decorreu no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada.

A comissão, presidida pelo médico e antigo deputado regional do PSD Luís Maurício, foi criada para analisar os dois planos funcionais elaborados por empresas diferentes (a Aripa – Ilídio Pelicano Arquitetos e a Antares Consulting) e as propostas dos diretores de serviço para o futuro do HDES.

Realçando que a comissão “não está a fazer um programa funcional de novo”, Mónica Seidi admitiu existir “uma preferência clara” pela proposta da Antares Consulting.

“Há uma preferência clara quanto aos dois programas funcionais que já foram amplamente discutidos internamente pelos membros quer do hospital, quer pelo próprio conselho de administração. O programa da Antares é de todo o que reúne 65% do consenso. Essa é uma decisão clara”, disse.

Mónica Seidi destacou que o plano da Antares Consulting “prevê quase uma duplicação” da área da cirurgia e alertou que existem “normativos na atualidade que não existiam à data de construção” do HDES, que começou a funcionar no atual edifício em 1997 (data da instalação dos primeiros serviços).

“O programa de Antares assenta em vários princípios, mas eu destaco o facto de prever a ampliação e beneficiação daquilo que já é o edificado existente, prever que hajam mais unidades de internamento, uma clara ampliação e melhoria muito significativa do atual serviço de urgência e da unidade de cuidados intensivos”, apontou.

Mónica Seidi confirmou que a comissão vai terminar o trabalho até ao final do ano, mas salientou tratar-se de um “processo moroso”, rejeitando apontar prazos para o arranque da requalificação, apesar de reconhecer a “necessidade de ter horizonte temporal para início da obra”.

“Reconheço a urgência, mas não vamos tomar decisões precipitadas. Queremos fazer um trabalho bem feito”, reforçou.

A secretária regional enalteceu, também, a importância do hospital modular para a continuidade da prestação dos cuidados de saúde à população.

“É para nós impensável fazer obras estruturantes no HDES sem ter uma estrutura de retaguarda. O hospital modular também foi pensado nessa perspetiva. Enquanto decorrerem obras no HDES, o modular será estrutura de retaguarda para fazer rotatividade dos serviços”, salientou.

Em 04 de maio de 2024, o maior hospital dos Açores foi afetado por um incêndio, que obrigou à transferência de todos os doentes para outras unidades de saúde da região, da Madeira e do continente.

Os serviços do hospital reabriram de forma faseada e foi instalado um hospital modular junto ao edifício do HDES, que será alvo de obras de recuperação e modernização.

lusa/HN

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