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Seguro acusou Ventura de estar na “eleição errada”, sublinhando que o líder do Chega deveria estar a concorrer nas legislativas, dado que há apenas seis meses este pedia o voto dos portugueses para o Parlamento, acusando-o de quebrar o contrato de confiança com os eleitores. Ventura rejeitou a ideia de que a Presidência da República seja uma “jarra de enfeitar” e afirmou desejar ser um Presidente interventivo, disposto a “dar um murro na mesa” para acabar com discursos vazios que, segundo ele, têm marcado a política nacional.
Durante o debate, Seguro entregou a Ventura um guião para um pacto da saúde, documento que tem vindo a defender, esperando recebê-lo na Presidência em Belém dentro de quatro meses. Ventura respondeu que o documento não apresentava soluções e reiterou que a prioridade deve ser colocar os portugueses em primeiro lugar. Sobre a imigração, Seguro criticou Ventura por estigmatizar minorias e imigrantes que trabalham em Portugal, acusando-o de usar dados falsos relativos ao acesso à saúde. Ventura contrapôs, destacando que o desperdício e a fraude no sistema de saúde ultrapassam mil milhões de euros por ano, sugerindo que a prioridade deveria ser a redução desses custos.
Este foi o primeiro de 28 debates previstos entre os oito candidatos presidenciais, num ciclo que promete continuar a explorar as diferenças profundas entre as várias candidaturas e a sua visão para o futuro do país.
lusa/HN



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