Vila Real assegura transporte para futuro curso de Medicina

19 de Novembro 2025

O município de Vila Real comprometeu-se a criar uma ligação de transportes entre a UTAD e o hospital para os alunos de Medicina. A medida, discutida com a reitoria, visa colmatar a distância entre os dois polos de formação, aguardando agora o planeamento detalhado da universidade para ser implementada

O executivo municipal de Vila Real assumiu o compromisso de estabelecer uma carreira de transportes públicos dedicada, ligando a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro ao hospital da cidade. Esta iniciativa surge na sequência da aprovação condicional, a 5 de novembro, do mestrado integrado em Medicina na UTAD pela A3ES, com um período probatório de dois anos.

Alexandre Favaios, presidente da Câmara de Vila Real, confirmou que o tema esteve em discussão num encontro esta semana com a equipa reitoral. “Aquilo que foi estabelecido foi este reforço da ligação entre a câmara e a UTAD”, referiu, sublinhando o objetivo comum de tornar a cidade mais atrativa para estudantes. A linha, que integrará uma revisão da rede de transportes, dependerá de dados logísticos como horários, número de alunos e duração das atividades formativas, a fornecer pela universidade.

Para além da ligação específica entre a UTAD e a Unidade Local de Saúde, foi equacionada a extensão do horário dos transportes no campus, caso a biblioteca passe a funcionar para lá das 19h. O autarca admitiu que os estudantes manifestaram necessidade de espaços de estudo abertos 24 horas, estando a ser identificadas possíveis soluções em imóveis da UTAD e da câmara.

A questão do alojamento estudantil também foi abordada. A universidade está a finalizar obras que elevarão para 1.200 as camas disponíveis, e o município mostrou disponibilidade para ajudar a expandir a oferta. O curso de Medicina, que admitirá 40 alunos anualmente a partir de 2026/27, contará com um centro de simulação e um modelo pedagógico baseado em pequenos grupos e casos clínicos.

“Depois da boa notícia o mais importante é irmos ao trabalho”, rematou Alexandre Favaios, reconhecendo o trabalho de várias entidades — UTAD, ULSTMAD, governos e anteriores autarcas — que tornaram possível a criação do curso.

NR/HN/Lusa

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