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O Fusarium venenatum é conhecido pela sua textura e sabor similares aos da carne, sendo já aprovado para consumo em países como o Reino Unido, China e Estados Unidos. Contudo, apresenta paredes celulares espessas que dificultam a digestão, além de exigir elevados recursos para o seu cultivo. Para superar estas limitações, os investigadores eliminaram dois genes do fungo: um relacionado com a enzima quitina sintase, que reduziu a espessura da parede celular, aumentando a disponibilidade de proteína para a digestão, e outro associado à piruvato descarboxilase, que otimizou o metabolismo do fungo, reduzindo a necessidade de nutrientes.
A nova estirpe, designada FCPD, mostrou-se capaz de produzir a mesma quantidade de proteína utilizando 44% menos açúcar e em 88% menos tempo do que a estirpe original. A análise do ciclo de vida da produção revelou que o FCPD gera até 60% menos emissões de gases com efeito de estufa, independentemente do país onde seja produzido, incluindo locais com diferentes fontes energéticas, como a Finlândia e a China.
Além da redução das emissões, a produção deste cogumelo requer menos 70% de terra e diminui em 78% o risco de contaminação da água doce, quando comparada com a produção de frango na China. Este avanço representa uma resposta à crescente procura por fontes proteicas mais sustentáveis e nutricionalmente vantajosas, contribuindo para a mitigação dos impactos ambientais associados à pecuária tradicional, que é responsável por cerca de 14% das emissões globais de gases com efeito de estufa e pelo elevado consumo de recursos naturais.
lusa/HN



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