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A realidade clínica em Portugal continua a mostrar que uma franja considerável de doentes com perfil de risco cardiovascular elevado não consegue travar os níveis de colesterol LDL aos valores-alvo recomendados. Foi para desbravar este cenário complexo que a Daiichi Sankyo Portugal organizou um fórum científico em Lisboa, juntando nomes sonantes da cardiologia e da medicina interna para uma discussão sem rodeios.
No centro dos debates esteve a necessidade premente de refinar as estratégias de abordagem à dislipidemia. Apesar do arsenal terapêutico disponível, a falha no controlo lipídico persiste como um entrave, deixando os doentes expostos a um perigo silencioso mas mensurável de eventos cardiovasculares. O encontro serviu precisamente para escrutinar as razões por detrás desta lacuna, com o foco a pousar na melhoria do percurso do doente, desde o diagnóstico até à adesão a longo prazo.
A sessão contou com vozes experientes como a da Prof.ª Doutora Cristina Gavina, que dirige o serviço de cardiologia da ULS de Matosinhos. “Em Portugal, uma parte significativa dos doentes com risco cardiovascular elevado e muito elevado continua sem atingir os níveis recomendados de colesterol LDL”, confirmou a especialista, sublinhando a premência de “uma abordagem mais integrada e personalizada”. Para Gavina, o caminho passa por “atuar cada vez mais cedo no controlo dos níveis de c-LDL”, aproveitando o potencial de novas opções terapêuticas.
A mesa redonda incluiu também as perspetivas do Prof. Doutor José Pereira de Moura, internista na ULS de Coimbra, e do Dr. António Ferreira, cardiologista na ULS de Lisboa Ocidental. A experiência internacional coube ao Dr. Vivencio Barrios, cardiologista do Hospital Ramon y Cajal, em Madrid, que trouxe para a discussão um olhar comparativo sobre as práticas para lá-fronteiras.
O diálogo entre os presentes navegou pelas mais recentes recomendações clínicas internacionais, mas não se ficou pela teoria. Houve espaço para um exame aprofundado a novas abordagens terapêuticas orais, vistas como um trunfo possível para destravar a adesão dos doentes e, consequentemente, melhorar os resultados de saúde. A inovação, parece ser o consenso, tem de andar de mãos dadas com a educação médica continuada.
Num comentário sobre a iniciativa, um representante da Daiichi Sankyo Portugal enfatizou o “compromisso contínuo com o avanço científico e a formação médica”. A aposta em iniciativas que “incentivam a atualização e o diálogo entre especialistas” é, na visão da empresa, um pilar para melhorar o controlo lipídico e, em última análise, reduzir o risco cardiovascular na população. O fórum em Lisboa insere-se precisamente nessa missão de fomentar o intercâmbio de conhecimento, sempre com um pé assente na inovação e na qualidade da prática clínica do dia a dia.



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