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A Fundação “la Caixa” atribuiu 26 milhões de euros a 34 projetos de investigação biomédica na oitava edição do seu concurso de Investigação em Saúde. Dos 714 candidatos, foram selecionadas iniciativas de 25 instituições espanholas e 9 portuguesas, que recebem até um milhão de euros cada. O programa, que cobre áreas como neurociências, oncologia e doenças infeciosas, conta com a colaboração da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que assegurou 1,8 milhões de euros para três projetos nacionais.
Entre os projetos portugueses distinguidos, destaca-se o desenvolvimento de um dispositivo implantável para tratamento do glioblastoma, liderado por Bruno Sarmento do i3S. Claus Maria Azzalin, do Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular, investiga a estabilidade genómica a partir de interações entre telómeros e ARN. Ricardo Henriques, do ITQB NOVA, recorre a microscopia com inteligência artificial para estudar infeções virais, enquanto João Lacerda, também da Gulbenkian, avança com uma terapia universal de células CAR-T para atacar uma molécula presente em mais de 90% dos cancros.
A neurociência está bem representada: Cristina Márquez, da Universidade de Coimbra, estuda os mecanismos da empatia, e Joseph Paton, da Fundação Champalimaud, analisa o papel da dopamina na tomada de decisões. Diogo Castro, do i3S, investiga como pequenas alterações no ADN moldam o desenvolvimento cerebral, e Ana Paula Pêgo, também do i3S, propõe uma estratégia inovadora com mRNA para proteger o cérebro em doenças como AVC e ELA. Já Ana Eulálio, da Universidade de Coimbra, foca-se na resistência antibiótica da Staphylococcus aureus.
Este concurso reforça a aposta da “la Caixa” na investigação biomédica na Península Ibérica, tendo já financiado 234 projetos desde 2018, com um investimento total de 172,3 milhões de euros. A cerimónia de entrega das bolsas realizou-se no Museu de Ciência CosmoCaixa, em Barcelona.
PR/HN



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