Hidroelétrica de Cahora Bassa financia hospital de 6,1 milhões no centro de Moçambique

21 de Novembro 2025

A Hidroelétrica de Cahora Bassa vai aplicar 450 milhões de meticais na construção do Hospital Distrital de Chitima, em Tete. A infraestrutura, com 65 camas, pretende reduzir os longos percursos da população por cuidados de saúde e servirá cerca de 187 mil habitantes de cinco distritos da região

A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) canaliza 450 milhões de meticais (cerca de 6,1 milhões de euros) para erguer o Hospital Distrital de Chitima, na província de Tete. O investimento, totalmente suportado pela empresa, responde a um apelo do Governo moçambicano para estender a oferta de cuidados de saúde essenciais a comunidades carenciadas da região. A nova unidade promete atenuar os longos trajectos que a população local enfrenta para aceder a serviços médicos.

Durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra, o ministro da Saúde, Ussene Isse, dirigiu um agradecimento especial à HCB. “Os verdadeiros amigos não são aqueles que abraçam a todo momento, mas sim aqueles que trazem soluções às dificuldades”, afirmou Isse, sublinhando o papel da hidroelétrica como aliada do povo moçambicano.

O hospital, construído de forma faseada, disporá de 65 camas e integrará equipamentos e mobiliário médico-hospitalar modernos. Entre os serviços previstos contam-se consultas externas, bloco operatório, urgências, maternidade e obstetrícia, casa-mãe em espera, enfermaria, morgue e lavandaria. A infraestrutura deverá beneficiar aproximadamente 187 mil residentes dos distritos de Cahora Bassa, Changara, Marávia, Mágoè e Marara.

Para Tomás Matola, presidente do conselho de administração da HCB, o acesso a serviços de saúde de qualidade constitui um pilar fundamental para o desenvolvimento comunitário e nacional. “Orgulhamo-nos de desempenhar um papel na melhoria das infraestruturas de saúde desta região”, declarou.

A HCB, cuja albufeira é a quarta maior de África, tem o Estado moçambicano como principal accionista, detendo 90% do capital social desde a reversão do empreendimento para Moçambique, acordada com Portugal em 2007. A portuguesa REN detém 7,5% e a Eletricidade de Moçambique 2,5%. A barragem estende-se por 270 quilómetros de comprimento e 30 quilómetros de largura, ocupando uma área de 2.700 quilómetros quadrados.

NR/HN/Lusa

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