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A celebração do Dia Mundial do Júnior Empresário, a 22 de novembro, abre espaço para refletir sobre o modo como os estudantes universitários geram valor e transformam setores através de uma postura empreendedora. A efeméride, que reconhece também o contributo das redes de suporte — Junior Enterprises Portugal, Junior Enterprises Europe e Junior Enterprises Global, além de antigos alunos e parceiros —, realça o movimento júnior como espaço de experimentação em cidadania ativa.
Em Portugal, este ecossistema integra mais de 34 mil estudantes, que desenvolvem soluções para empresas, instituições e particulares. É neste contexto que surge a NOWACE, primeira Júnior Empresa de Medicina a nível europeu, nascida na NOVA Medical School. A sua emergência não é apenas simbólica; responde a desafios concretos do setor da saúde, como tempos de espera, carência de profissionais e pressão sobre os serviços.
Sara Simões da Conceição, presidente da NOWACE e estudante de Medicina, sublinha que a júnior empresa se tem dedicado a preencher uma lacuna: “Trata-se de fazer a ponte entre o conhecimento científico e a sua aplicação prática, envolvendo estudantes, investigadores e profissionais de saúde.” A NOWACE atua na área da consultoria médico-científica, gerindo projetos com exigência técnica e capacidade de comunicação.
Ao levar o movimento júnier para fora das áreas tradicionais — como gestão ou engenharia —, a NOWACE demonstra que a formação médica pode coexistir com competências de gestão e inovação. Os seus membros desenvolvem, além do conhecimento técnico, uma ética profissional e uma capacidade de colaboração em equipas multidisciplinares, competências cada vez mais valorizadas.
A data serve ainda para incentivar as universidades a criar condições que permitam a sustentabilidade de projetos como a NOWACE. Quando jovens equipas levam inovação a áreas sensíveis como a medicina, o impacto transborda para o sistema de saúde e para a sociedade no seu todo.
PR/HN



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