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O GIAV, inaugurado em novembro de 2011 através de um protocolo entre o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e a Egas Moniz School of Health and Science, assegura o acompanhamento psicológico das vítimas durante todo o processo penal. No caso dos idosos, devido à sua fragilidade física ou mental, as diligências são frequentemente realizadas em casa ou na instituição onde residem, garantindo assim maior conforto e segurança.
Iris Almeida sublinha a importância da sensibilidade do tribunal e do Ministério Público para com as vítimas fragilizadas, sobretudo aquelas com dificuldades de mobilidade e saúde mental. Nos últimos anos, o número de idosos acompanhados pelo GIAV tem aumentado, fenómeno que a coordenadora associa ao contexto económico atual, onde o elevado preço da habitação obriga muitos filhos a regressar à casa dos pais, gerando conflitos intergeracionais.
Ao longo de 14 anos, as psicólogas do GIAV realizaram 3.512 acompanhamentos de vítimas para declarações para memória futura, 158 inquirições pelo Ministério Público, 86 acompanhamentos em audiências de julgamento e 577 atendimentos gerais. O espaço também ampliou a sua atuação para incluir arguidos menores entre os 16 e os 17 anos, tendo efetuado 90 acompanhamentos nesta área.
Desde 2020, o GIAV funciona no Edifício E do Campus de Justiça de Lisboa, onde está também instalada uma esquadra da PSP, permitindo que as vítimas de violência doméstica possam apresentar queixa diretamente. A área de atuação do gabinete abrange a região metropolitana de Lisboa, prestando apoio a vítimas com idades entre 5 e 100 anos.
lusa/HN



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