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O evento, coorganizado pelos Governos da África do Sul e do Reino Unido, contou com a presença de cinco chefes de Estado e de Governo, incluindo o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, bem como representantes de 17 países, fundações filantrópicas, empresas, sociedade civil e redes comunitárias.
Entre os compromissos financeiros, destaque para os Estados membros do G20, que se comprometeram com 8.960 milhões de dólares. Os Estados Unidos foram o maior doador, com 4.600 milhões de dólares, seguidos da Alemanha, que confirmou uma contribuição de 1.000 milhões de euros, do Reino Unido, com 850 milhões de libras (cerca de 966 milhões de euros), e do Canadá, que ofereceu 1.029 milhões de dólares canadianos (aproximadamente 627 milhões de euros).
O Fundo Global, sediado em Genebra, é uma parceria internacional que desde 2002 tem salvado cerca de 70 milhões de vidas através do combate conjunto à sida, tuberculose e malária. No entanto, a organização enfrenta desafios crescentes, incluindo a redução da ajuda por parte dos grandes doadores, numa conjuntura marcada por ajustamentos fiscais, conflitos e incertezas globais. Em resposta, o Fundo anunciou planos para reduzir os seus custos operacionais em 20% no próximo ano.
Este cenário reflete uma mudança no modelo de financiamento para o desenvolvimento, com a organização a realçar a necessidade de os países avançarem para uma maior autossuficiência financeira, numa altura em que a solidariedade global enfrenta dúvidas, mas os parceiros do Fundo demonstraram o compromisso em manter o apoio às causas de saúde pública que afetam milhões de pessoas em todo o mundo.
lusa/HN



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