Novo Caso de Gripe Aviária em Capoeira Doméstica de Torres Vedras

24 de Novembro 2025

Um novo foco de gripe aviária foi confirmado numa capoeira doméstica no Ramalhal, Torres Vedras. A DGAV eleva para 39 o total de surtos este ano e mantém o alerta de risco elevado, impondo medidas de confinamento

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirmou a identificação de um foco de gripe das aves numa pequena exploração caseira de aves no Ramalhal, concelho de Torres Vedras. A confirmação laboratorial, obtida na passada sexta-feira, diz respeito a uma capoeira doméstica onde coexistiam gansos, patos, galinhas pintadas e codornizes.

Este caso eleva para 39 o número total de focos da doença registados em território nacional desde o início do ano. A mesma sexta-feira ficou marcada por outras confirmações da estirpe viral, num padrão que as autoridades consideram preocupante. No mesmo concelho, uma exploração comercial de perus de engorda foi também afetada. Paralelamente, em Santarém, um outro surto foi detetado numa capoeira doméstica com galinhas e patos. A DGAV confirmou ainda três focos em aves selvagens no distrito de Aveiro, todos reportados no mesmo dia, o que sublinha a pressão ambiental da doença.

Num comunicado divulgado no seu portal oficial, a DGAV mantém que o risco de disseminação do vírus se mantém elevado. A autoridade sanitária vincou que a maioria das ocorrências em aves de capoeira tem origem em contactos diretos ou indiretos com populações de aves selvagens migratórias, que atuam como reservatório natural do vírus.

Em resposta à situação, as medidas de contenção obrigatórias nas zonas classificadas como de alto risco mantêm-se em vigor. Isto implica que todas as aves domésticas, incluindo as de quintais particulares, permaneçam obrigatoriamente confinadas. Nas áreas de proteção e vigilância definidas à volta dos focos, a circulação de aves e a realização de eventos como feiras e mercados estão interditas. A circulação de carne fresca, ovos para consumo e incubação, e outros subprodutos de origem animal está igualmente sujeita a restrições.

A DGAV advertiu que quaisquer infrações a estas normas, delineadas para cortar cadeias de transmissão, serão alvo de processo de contraordenação. O produtor afectado em Torres Vedras, contactado informalmente, mostrou-se resignado com a situação, referindo que as aves foram abatidas de forma preventiva. “É um azar, mas compreende-se. Já sabíamos que andava por aí”, comentou, pedindo anonimato. A DGAV não avançou pormenores sobre a dimensão do efectivo abatido no Ramalhal.

NR/HN/Lusa

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