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O Instituto Piaget assumiu a coordenação de um consórcio europeu dedicado à saúde mental de mulheres em contextos de migração e deslocação. Batizado de RESILIA, o projeto é financiado pela Comissão Europeia e agrega parceiros de Portugal, França, Bélgica, Países Baixos e Bulgária num esforço para desenhar respostas mais eficazes e humanizadas.
A ambição vai além do diagnóstico. O que se pretende é uma mudança de paradigma na forma como os sistemas de saúde e apoio social encaram o sofrimento psicológico destas mulheres, muitas delas sobreviventes de violência, tráfico humano ou pura e simples exclusão. Rui Tomás, Secretário-Geral do Piaget, sublinha que a instituição vê neste projeto uma forma de materializar o seu compromisso com uma Europa “mais justa e solidária”. “Liderar o RESILIA permite-nos aliar a investigação científica a uma ação concreta que parte do terreno”, referiu, evitando, contudo, triumfalismos fáceis.
A metodologia do RESILIA assenta num pilar considerado fundamental: a participação ativa das próprias mulheres migrantes. Através de grupos focais e oficinas de cocriação, serão elas a ajudar a definir as ferramentas e políticas que melhor se adequam às suas necessidades reais. É uma forma de combater o estigma e de garantir que as soluções não lhes são impostas de forma externa, mas construídas com elas, promovendo autonomia.
Ao longo de três anos, o projeto pretende mapear necessidades, reforçar a formação de profissionais nas áreas da saúde, educação e serviço social e criar redes de apoio psicológico. O caminho não é linear e esbarra na complexidade de realidades muito distintas entre os cinco países envolvidos. O objetivo final passa por produzir kits de ferramentas e recomendações concretas para os decisores políticos, na esperança de que os resultados do RESILia possam inspirar futuras políticas públicas a nível europeu.
Para mais informações:
https://www.ipiaget.pt/
PR/HN



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