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A F3M, empresa portuguesa de tecnologias de informação, regista em 2025 um desempenho positivo, com crescimentos significativos no setor da saúde (17%), nas áreas de ótica e têxtil (10%) e, de forma mais expressiva, na formação e consultoria especializada (30%). A empresa, com presença também em Moçambique, tem vindo a consolidar a sua oferta com soluções tecnológicas integradas e serviços de consultoria em domínios como cibersegurança, prevenção da corrupção e proteção de dados.
Pedro Fraga, fundador da empresa, atribui parte do sucesso na área da saúde à introdução do Processo Clínico e Social, uma solução que completou o ciclo de oferta tecnológica para profissionais do setor. “O Processo Clínico e Social veio completar um ciclo iniciado há alguns anos”, afirmou, destacando também o crescimento de 80% na utilização da plataforma MpDS – Wounds e um aumento de 20% na Prescrição Eletrónica. A migração para a cloud é outra tendência forte, com cerca de 70% dos clientes de saúde da F3M já a trabalhar com estas soluções.
Para 2026, a empresa antevê um crescimento de 17% no mercado da saúde. Nos setores das óticas e têxtil, o volume de negócios cresceu cerca de 10% este ano, impulsionado pelo lançamento de novas soluções com foco no ‘chão de fábrica’, controlo de qualidade e ‘digital twin’.
A vertente de consultoria e formação certificada regista uma evolução notória, com um crescimento de 30% face a 2024. “Este resultado representa o dobro dos valores alcançados em 2023 e o triplo face a 2021”, referiu Pedro Fraga. A procura tem sido alimentada por serviços ligados à implementação e acompanhamento de conformidade com o Regime Jurídico da Segurança do Ciberespaço, o Regime Geral de Prevenção da Corrupção e o Regulamento Geral de Proteção de Dados. Na formação, contabilizaram-se mais de 9500 participantes em 441 ações ao longo do ano.
Em Moçambique, a F3M cresceu cerca de 11% em 2025 e perspetiva manter esta trajetória no próximo ano, com a possibilidade de alargar a equipa, atualmente composta por dez colaboradores. Para 2026, está previsto um reforço da oferta de software com inteligência artificial, respondendo a uma procura crescente. “A migração de clientes, sobretudo da área empresarial, para as novas ferramentas já com suporte de IA será uma das prioridades”, adiantou o fundador.
Fundada em 1987 e com sede em Braga, o grupo F3M é composto por três empresas em Portugal – F3M, Megalentejo e Dot Pro – e pela F3M Moçambique, dedicando-se ao desenvolvimento de software para mercados verticais e à prestação de serviços de consultoria, formação e infraestruturas tecnológicas.
PR/HN



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