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A análise, que compila mais de 200 estudos posteriores, indica uma redução de aproximadamente 80% na incidência deste tipo de cancro nas pessoas vacinadas nesta faixa etária.
Apesar de uma revisão baseada apenas em ensaios clínicos fornecidos por empresas farmacêuticas não ter demonstrado eficácia suficiente devido à falta de seguimento a longo prazo, a avaliação mais abrangente dos impactos das campanhas de vacinação deixa claro o efeito decisivo da vacina na prevenção do cancro do colo do útero. O benefício diminui quando a vacinação ocorre em idades mais avançadas, pois muitos jovens já terão estado expostos ao vírus ao iniciarem a atividade sexual.
Além do cancro do colo do útero, a vacina mostra eficácia na prevenção de outros cancros associados ao HPV, como os vulvar, anal e peniano, embora as evidências sejam menos robustas devido à raridade destas doenças e ao menor número de estudos realizados.
O estudo também é tranquilizador quanto à segurança da vacina, concluindo que a vacinação contra o HPV não está associada a um risco aumentado de efeitos secundários a longo prazo ou infertilidade. Apesar dos benefícios amplamente reconhecidos, vários países enfrentam resistência à vacinação devido à hesitação em relação à vacina, o que torna fundamentais campanhas informativas baseadas em evidências científicas sólidas.
Esta atualização da Cochrane reforça a importância da vacinação precoce contra o HPV como uma ferramenta eficaz para a redução substancial do risco de cancro do colo do útero e, por extensão, a melhoria da saúde pública.
lusa/HN



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