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Dados preliminares de um inquérito promovido pela OM, realizado entre 1 de outubro e 2 de novembro de 2025, com 3.291 respostas validadas, revelam que a média de idades da classe médica em Portugal é de 51,2 anos. Cerca de 71% dos médicos exercem a sua atividade no setor público, nomeadamente no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que emprega 82,5% dos especialistas, enquanto 25% trabalham no setor privado.
Os médicos especialistas do SNS trabalham em média 45 horas por semana, podendo alcançar até 80 horas. O inquérito destaca que 43,8% dos médicos realizam trabalho em regime de prestação de serviços, dos quais 74,3% mantêm simultaneamente um vínculo ao SNS ou ao setor privado. Além disso, cerca de 25,6% dos médicos dedicam-se exclusivamente à prestação de serviços, maioritariamente profissionais com mais de 60 anos, o que sugere a utilização deste regime como complemento à reforma.
No que diz respeito aos rendimentos, um médico com vínculo profissional ao SNS aufere um salário líquido mensal médio de 3.966 euros, com uma mediana de 3.500 euros, valores que se situam bastante abaixo dos padrões europeus. Os prestadores de serviços constituem o grupo com maiores rendimentos.
O bastonário da OM, Carlos Cortes, salientou a importância destes dados para informar decisões políticas, especialmente no que respeita à sustentabilidade do SNS e ao reforço de recursos humanos, particularmente em hospitais periféricos. Destacou ainda que, após um período preocupante de estagnação, está a ocorrer uma renovação geracional na classe médica, com cerca de dois mil novos médicos a inscreverem-se anualmente na ordem.
Este congresso marca também o início do fórum “Um Rumo para a Saúde”, que visitará todos os distritos do país nos próximos meses para apresentar propostas e soluções para o setor da saúde em Portugal.
lusa/HN



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