Detetados progressos significativos na qualidade do ar na última década na Europa

29 de Novembro 2025

A Europa registou progressos significativos na redução das concentrações de poluentes atmosféricos na última década (2014-2024), segundo um relatório divulgado na sexta-feira pelo Serviço de Monitorização da Atmosfera Copernicus (CAMS, na sigla em inglês).

O documento aponta que o esforço coletivo para regular e limitar as emissões antropogénicas por parte dos políticos, da indústria e dos cidadãos está a produzir resultados mensuráveis.

Recorrendo à reanálise da qualidade do ar do CAMS, os autores do texto salientam que se podem observar melhorias na evolução das concentrações superficiais de poluentes atmosféricos regulamentados, noticiou a agência Efe.

De acordo com isto, foram identificadas melhorias significativas na maioria das regiões europeias, embora se observe que ainda há trabalho a ser feito em algumas áreas.

A informação utilizada baseia-se em análises regionais da qualidade do ar do CAMS, que combinam modelos atmosféricos com observações da qualidade do ar utilizando técnicas de assimilação de dados.

No seu relatório “Europa do Ambiente 2025”, a Agência Europeia do Ambiente destacou que todos os poluentes atmosféricos com emissões regulamentadas apresentaram tendências claras decrescentes desde 2005.

As maiores reduções de emissões foram registadas no dióxido de enxofre (SO2) (85%), seguido pelos óxidos de azoto (NOx) (53%), compostos orgânicos voláteis não metânicos (COVNM) (35%), PM2,5 (38%) e amoníaco (NH3) (17%).

As partículas finas estão entre os poluentes mais nocivos para a saúde humana e para o ambiente, uma vez que o seu tamanho reduzido permite que seja inalado profundamente nos pulmões e entre na corrente sanguínea.

O relatório indica que as principais fontes antropogénicas são a queima de combustíveis fósseis no trânsito e no setor energético, e observa ainda que os incêndios florestais e o transporte de poeiras são algumas das fontes naturais.

O relatório destaca ainda que o dióxido de azoto é produzido principalmente pela combustão de combustíveis fósseis e tem vários impactos respiratórios, além de contribuir para a formação de ozono troposférico e para a poluição por partículas finas.

As estratégias de controlo de emissões implementadas na Europa levaram à redução das concentrações de poluentes atmosféricos.

Entre as conclusões do relatório, está o facto de o ozono continuar a ser o poluente mais problemático, e alerta que as estratégias de mitigação não são triviais e exigem esforços desde o nível local até ao internacional.

lusa/HN

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