Seguro defende pacto na saúde e critica “cultura de hipocrisia” na política

30 de Novembro 2025

O candidato presidencial António José Seguro critica "cultura de hipocrisia" de quem pede acordos mas os rejeita na prática. Defende pacto urgente na saúde, evitando culpas, para resolver problemas de acesso dos portugueses

O candidato presidencial António José Seguro insistiu esta sexta-feira na necessidade de um compromisso alargado entre os partidos para resolver os problemas do setor da saúde, acusando alguns setores políticos de alimentarem uma “cultura de hipocrisia” que desvaloriza os acordos. A posição foi reaffirmada no encerramento de um encontro promovido pela sua candidatura, em Lisboa, que juntou antigos ministros e especialistas.

“A cultura da hipocrisia é representada por aquelas vozes que estão sempre a dizer que são necessário acordos e depois, quando alguém tem a ousadia de apresentar uma proposta concreta, não olham para o conteúdo e dizem que os pactos não resolvem os problemas”, declarou Seguro aos jornalistas, visivelmente incomodado com a retórica que, na sua opinião, domina o debate. O socialista, que já entregou um guião para este pacto a André Ventura, defendeu a criação de um instrumento que obrigue a compromissos entre todos os atores políticos, independentemente das designações que lhe queiram atribuir.

Sobre o apoio de José Sócrates a Henrique Gouveia e Melo, o candidato limitou-se a um comentário lacónico. “A mim não me deixa surpreendido, atendendo àquilo que foram vidas completamente separadas na nossa vida política”, afirmou, numa alusão transparente ao seu histórico relacional com o antigo primeiro-ministro.

Questionado sobre os constrangimentos no acesso aos cuidados de saúde, Seguro rejeitou a ideia de apontar culpados, lamentando a prevalência de uma “cultura de passa-culpas”. Para ele, o foco deve estar na remoção dos obstáculos que causam “ansiedade e aflição” aos portugueses, citando o caso particular das grávidas. Defendeu ainda um reforço claro do Serviço Nacional de Saúde, que classificou como um património essencial para uma vida digna, sem recuar perante a complexidade do atual panorama, que considera distinto do de há décadas.

O candidato, que recentemente adiou um debate por questões de saúde, assegurou ter cumprido todas as recomendações médicas e espera estar presente no próximo confronto televisivo. Afirmou que o trabalho para um pacto na saúde é uma urgência nacional que não pode esperar pelo resultado das eleições de 9 de março.

NR/HN/Lusa

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