Códigos em medicamentos ganham vida através da câmara do telemóvel em parceria global

2 de Dezembro 2025

Uma aliança entre a GS1 e o Google permite que a câmara do telemóvel, através do Google Lens, digitalize códigos em medicamentos e aceda instantaneamente a folhetos informativos eletrónicos, promovendo informação segura para doentes e profissionais

A GS1 e o Google uniram-se para que a leitura de códigos Data Matrix em embalagens de medicamentos através do Google Lens permita aceder a folhetos digitais, num passo que visa tornar a informação sobre saúde mais segura e imediata para doentes e profissionais.

A colaboração entre a GS1, organização responsável pelos padrões globais como o código de barras, e a Google, marca um ponto de viragem discreto na forma como interagimos com a informação médica. A funcionalidade, já activa no Google Lens em dispositivos Android e com chegada prevista aos iOS, permite que qualquer pessoa, ao apontar a câmara do smartphone para um código GS1 Data Matrix numa embalagem, obtenha acesso instantâneo a dados fiáveis sobre esse produto, incluindo o folheto informativo electrónico (ePLI).

Renaud de Barbuat, Presidente e CEO da GS1, descreveu a iniciativa como “um marco na ligação entre os mundos físico e digital da saúde”. Sublinhou que o acesso nativo a dados confiáveis via smartphone promove a transparência e apoia decisões mais informadas. Do lado português, Paulo Gomes, Director-Geral da GS1 Portugal, enquadrou o movimento nos 40 anos da organização no país, afirmando que representa um passo “assinalável para levar essa segurança directamente aos cidadãos”.

A medida assenta numa norma já consolidada: o código GS1 Data Matrix, presente em mais de 16 mil milhões de embalagens na UE e EUA, que armazena dados críticos como o lote e a data de validade. Glen Hodgson, Vice-Presidente para o sector da saúde da GS1 Global, frisou que esta evolução coloca “informação vital directamente nas mãos de quem mais precisa”, utilizando os mesmos padrões que já garantem rastreabilidade.

A amplitude da informação disponível através desta leitura dependerá, contudo, da adesão dos fabricantes farmacêuticos e de dispositivos médicos, que são incentivados a disponibilizar os dados dos seus produtos online. Além do impacto na segurança do doente, a transição para os folhetos electrónicos traz um benefício ambiental não negligenciável: só nos Estados Unidos, estima-se que os folhetos em papel sejam responsáveis pelo abate de cerca de 12 milhões de árvores anualmente.

A parceria reflecte um compromisso com padrões abertos e interoperáveis, buscando unir os universos físico e digital através de dados fiáveis. O objectivo último, nas palavras da GS1, é fazer com que os cuidados de saúde se tornem mais seguros, acessíveis e eficientes para todos, em qualquer lugar.

PR/HN

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