Technovation Girls ganha parceiro académico em Oeiras

2 de Dezembro 2025

A Atlântica – Instituto Universitário é parceira da edição 2025-2026 do Technovation Girls Portugal. O programa internacional desafia raparigas dos 8 aos 18 anos a criar soluções tecnológicas com impacto social, combatendo a sub-representação feminina nas áreas STEM

A Atlântica – Instituto Universitário integra a edição 2025-2026 do Technovation Girls Portugal, programa que desafia raparigas a criar aplicações para problemas sociais. A iniciativa pretende contrariar a baixa participação feminina nas áreas da ciência e tecnologia.

A Atlântica – Instituto Universitário vai dar corpo a uma nova frente de atuação na promoção do talento feminino em tecnologia. A instituição anunciou hoje a sua colaboração na próxima edição do Technovation Girls Portugal, um programa internacional que arranca oficialmente esta tarde, numa sessão online marcada para as 19h00. O projeto, destinado a raparigas dos 8 aos 18 anos, foca-se no desenvolvimento de soluções tecnológicas com impacto social positivo.

Na prática, o papel da Atlântica materializar-se-á na região de Oeiras, onde a instituição se propõe a reunir até duas equipas, num máximo de dez participantes. A engrenagem do programa depende crucialmente de mentores voluntários, e a universidade compromete-se a mobilizar quatro gestores de projeto para acompanharem os grupos. Estes orientadores terão a missão, entre janeiro e abril do próximo ano, de guiar o percurso criativo das jovens, desde a conceção da ideia até à sua apresentação final, num formato totalmente digital.

Coordenado em Portugal pela Happy Code, o Technovation Girls desenha-se como uma experiência imersiva. As participantes não aprendem apenas a programar; são conduzidas por todas as fases de criação de um projeto, mergulhando em investigação, modelação de negócio e técnicas de comunicação. A edição portuguesa do ano passado mobilizou 245 raparigas, resultando em 76 projetos finais avaliados por 70 mentores e 28 jurados especializados, nas cidades de Lisboa e Porto.

Os números globais, no entanto, continuam a refletir um desequilíbrio persistente. Dados da UNESCO indicam que apenas um terço dos investigadores em todo o mundo são mulheres. Em certas engenharias mais técnicas, como a aeronáutica ou a mecânica, a presença feminina é ainda mais ténue. É neste contexto que a diretora-geral da Atlântica, Natália Espírito Santo, enquadra a adesão da instituição. “Representa um contributo claro para a nossa missão na capacitação das novas gerações”, afirmou. “Proporcionar estas experiências é essencial para combater desigualdades e abrir horizontes. Queremos que estas jovens se sintam confiantes para liderar projetos com impacto”, acrescentou.

As inscrições para o Technovation Girls Portugal 2025-2026 permanecem abertas até final deste mês, através do site https://technovation.pt/. O processo de constituição das equipas decorrerá após o evento de lançamento de hoje, dando início a um calendário que pretende, mais uma vez, fomentar competências digitais e empreendedoras enquanto desmonta estereótipos.

PR/HN

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