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Um aviso claro sobre a velocidade da mudança demográfica é dado pela OCDE no seu relatório “Pensions at a Glance 2025”. A organização projeta que, em média, o número de pessoas com 65 ou mais anos por cada 100 pessoas em idade ativa (20-64) aumentará de 33 em 2025 para 52 em 2050. Este ritmo de envelhecimento é quase o dobro do observado nos últimos 25 anos. Países como a Coreia, Grécia, Itália, Polónia, Eslováquia e Espanha destacam-se com aumentos projetados superiores a 25 pontos percentuais neste indicador.
Dois fatores principais, entrelaçados com questões de saúde pública, alimentam esta tendência. Por um lado, as taxas de fertilidade continuam a declinar em muitas nações, e as projeções populacionais do passado têm sistematicamente superestimado a sua evolução. Por outro, embora os ganhos na esperança de vida aos 65 anos tenham abrandado na última década em comparação com o período excecional de 1995-2012, a pandemia de COVID-19 não afetou as projeções de longo prazo. Ou seja, as pessoas continuam a viver mais. A conjugação de menos nascimentos e maior longevidade cria uma tempestade demográfica perfeita. A OCDE alerta que o declínio da fertilidade ameaça a sustentabilidade financeira dos sistemas de pensões de repartição e, face à incerteza sobre a eficácia das políticas para aumentar a natalidade, recomenda prudência e preparação para um futuro de baixa fertilidade através de reformas paramétricas ou mecanismos de ajustamento automático.



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