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Marcelo Rebelo de Sousa vai almoçar ainda no hospital e, segundo a presidente da instituição, Maria João Baptista, deverá dirigir-se aos jornalistas antes de seguir para Lisboa. A declaração à imprensa ocorreu pelas 11:30, junto ao Hospital de São João, com a dirigente a adiantar que o processo de recuperação decorre sem sobressaltos. O momento da alta, calculado “aproximadamente daqui a uma hora”, marca o fim de um internamento que surpreendeu o país.
A entrada no hospital aconteceu na noite de segunda-feira, depois de o Presidente ter sentido um mal-estar súbito, algo que a Presidência da República classificou como resultante de uma paragem de digestão. Mais tarde, veio a saber-se que se tratava de uma hérnia encarcerada, condição que exigiu intervenção cirúrgica imediata. O comunicado oficial foi económico em pormenores, limitando-se a garantir que o estado de saúde do chefe de estado não inspirava preocupação.
A presença de Marcelo Rebelo de Sousa no Porto, longe da agenda oficial prevista para o início da semana, levantou algumas questões, mas o ambiente no hospital pareceu ser de normalidade. Funcionários descrevem os últimos dias como de rotina, ainda que com a atenções redobradas devido ao paciente ilustre. A rapidez com que tudo se passou, da admissão à cirurgia e agora à alta, sugere um desfecho favorável, embora a Presidência não tenha avançado prazos para o regresso total à atividade pública.
É habitual em casos destes um período de convalescença, mas Marcelo Rebelo de Sousa tem histórico de resistência e costuma retomar funções num ritmo acelerado. Desta vez, porém, a situação clínica era um pouco mais complexa. Uma hérnia encarcerada implica riscos que não podem ser menosprezados, daí a decisão rápida pela operação. Os médicos envolvidos no processo não se pronunciaram além do essencial, deixando a comunicação institucional a cargo da presidente do hospital.
A breve aparição marcada para a saída, com declarações aos meios de comunicação, será a primeira imagem pública do Presidente desde o episódio. Espera-se que Marcelo, conhecido pelo estilo descontraído, faça um balanço pessoal do susto, sem dramatismos. A viagem de regresso a Belém, embora curta, será provavelmente feita com cautelas médicas. O tempo dirá se este imprevisto obrigará a ajustes na agenda presidencial, mas por ora a mensagem transmitida é de que tudo está controlado.
NR/HN/Lusa



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