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O município de Évora e o Ministério da Saúde acertaram os termos para a atualização do protocolo que permite à autarquia gerir as expropriações e construir as vias de acesso ao futuro Hospital Central do Alentejo, um passo decisivo para a conclusão da infraestrutura.
Em declarações no início da reunião de câmara desta terça-feira, transmitida ‘online’, o presidente Carlos Zorrinho confirmou o entendimento. “Queria dizer-vos que hoje mesmo confirmei com o gabinete da senhora ministra da Saúde que há um acordo total”, afirmou o autarca socialista, visivelmente satisfeito com o desfecho de meses de conversações. O acordo, segundo Zorrinho, surgiu após “algumas trocas de ‘email’” com a equipa de Ana Paula Martins, estando prevista a assinatura da versão atualizada do documento ainda antes do fim do ano.
O ponto que emperrava o processo, conforme explicou, residia na transferência da utilização do espaço público da Estamo para a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central e, depois, na sua cedência à Câmara. Outra questão prendeu-se com a garantia de que o município seria integralmente ressarcido pelos custos das expropriações. “E isso está no protocolo agora”, assegurou. Zorrinho lembrou ainda a conversa que manteve com a ministra durante a sua visita ao estaleiro, em novembro, onde lhe disse, com franqueza, não compreender as razões para a demora.
Esta atualização era aguardada há meses. O anterior presidente, Carlos Pinto de Sá, já tinha referido à Lusa, em abril, que o protocolo original de junho de 2023 carecia de ajustes nos valores e prazos. O avanço agora conseguido tira um peso de cima dos promotores de uma obra há muito aguardada na região. O novo hospital, cuja conclusão está estimada para 2027, contará com 360 camas em quartos individuais, um número passível de subir para 487, além de 11 blocos operatórios. A resolução das acessibilidades é, assim, um capítulo crucial que sai da gaveta e parece encaminhar-se para o terreno.
NR/HN/Lusa



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