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Chegamos a um ponto em que todos falamos de saúde, mas será que a compreendemos de facto? No próximo dia 10 de dezembro, a partir das 09h30, o WPP Campus, em Lisboa, será palco da apresentação dos resultados do estudo “Saúde que Conta 2025”, uma iniciativa da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA). Trata-se da nona edição de um projeto que, desde 2011, teima em colocar o cidadão no centro da conversa sobre a sua própria saúde. Desta vez, o foco incidiu sobre a espinhosa relação entre literacia em saúde e obesidade – e as conclusões não são propriamente simples.
O trabalho, que se debruçou sobre a realidade portuguesa, sugere que, apesar de uma consciência generalizada sobre a doença, persistem hiatos profundos no conhecimento prático. Os níveis de literacia mostram-se particularmente baixos entre as pessoas que vivem com obesidade, um dado que acende um sinal de alerta e levanta questões sobre a eficácia das mensagens de saúde pública. Não basta saber que devemos comer melhor; é preciso entender o como e o porquê, e sobretudo conseguir aplicar essa informação no dia a dia, algo que esbarra em barreiras que vão muito além da vontade individual.
A apresentação dos dados, que contará com a presença de investigadores envolvidos no projeto, pretende ser mais do que a mera divulgação de números. A ENSP NOVA deseja fomentar um debate franco e necessário sobre o futuro do enfrentamento da obesidade em Portugal. No centro da discussão estará a premente necessidade de desenhar campanhas de educação mais eficazes e, em paralelo, de combater o estigma social que frequentemente recai sobre as pessoas com esta condição. A conversa precisa de evoluir, argumentam os promotores, de uma narrativa de culpa para uma de compreensão e apoio.
O evento, de carácter restrito e com lugares limitados, requer inscrição prévia através de um formulário disponível online. O programa detalhado pode ser consultado Programa_Saúde-que-conta. A organização sublinha a importância da participação de diversos setores da sociedade para enriquecer o diálogo, considerando que a partilha destas conclusões é um passo crucial para transformar a maneira como Portugal olha e age perante uma das questões de saúde pública mais complexas da atualidade.
Link para inscrições Aqui
PR/HN/



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