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A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) saúda a nova diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) que passa a recomendar uma classe de medicamentos usados no tratamento da diabetes e perda de peso — os chamados análogos de GLP-1 — para combater a obesidade em adultos. A associação descreve o passo como determinante num cenário em que a obesidade, factor de risco principal para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, continua a crescer em Portugal e no mundo.
Em comunicado, a APDP lembra que a evidência científica já tratava a obesidade como uma doença complexa, ligada a problemas cardiovasculares, diabetes e mesmo alguns cancros. Por isso, tratar a obesidade é, na prática, prevenir e controlar a diabetes. Mas o alívio com a recomendação internacional esbarra numa velha questão portuguesa: o acesso.
“A decisão da OMS é uma vitória da ciência e da saúde pública”, afirmou José Manuel Boavida, presidente da APDP. No entanto, advertiu, “esta diretriz de pouco servirá se ficar nas intenções. É tempo de garantir que o acesso à inovação no tratamento da obesidade seja uma realidade para todos, e não um privilégio de alguns”.
O aviso da associação dirige-se diretamente ao Ministério da Saúde, instando a criação de condições para um acesso equitativo aos fármacos a nível nacional, designadamente através de comparticipação. Sem isso, alerta, pessoas com indicação clínica — incluindo doentes com diabetes — ficarão excluídas por barreiras económicas.
A APDP mostra-se disponível para colaborar com o Ministério e outras entidades no desenho de uma estratégia nacional que materialize estas recomendações. Paralelamente, sugere a redução de custos via negociação com a indústria farmacêutica ou até a intervenção da Comissão Europeia.
Fundada em 1926, a APDP é a associação de pessoas com diabetes mais antiga do mundo e acompanha diariamente perto de 300 utentes. O seu foco mantém-se na educação, prevenção e exploração de novas formas de tratamento.
Mais informações disponíveis em www.apdp.pt.



sobre este assunto é realmente muito importante que todos os diabéticos que são obesos devam ter acesso a estes medicamentos com participação do estado eu tenho diabetes tipo 2 e atualmente comecei a fazer o tratamento Mounjaro e realmente quando comecei em julho pesava 94,600 kg hoje peso 86kg injetava de Tresiba em jejum 66 hoje dou 45 Humalog dava 10 u. Ao almoço e ao jantar hoje dou 7 os valores da glicemia baixaram imenso
Ponto negativo 327€ por mês o que tenho que fazer um sacrifício enorme pela simples razão que não encontro mas nenhum que tenha comparticipação tive que optar por este para me sentir melhor o que é uma tristeza