Infiltração suspende atividade cirúrgica no hospital da Póvoa de Varzim

5 de Dezembro 2025

Uma infiltração de água provocada pelo temporal tornou inoperacional parte do bloco operatório. A administração hospitalar estima retomar a atividade programada após obras na cobertura, cuja fragilidade já era conhecida

A chuva teimosa da última segunda-feira, dia 1 de dezembro, acabou por encontrar um ponto frágil no Hospital da Póvoa de Varzim. A água infiltrou-se pela cobertura do edifício e obrigou à suspensão imediata da atividade em parte do bloco operatório. O problema, confirmado esta quarta-feira pela administração da Unidade Local de Saúde da Póvoa de Varzim e Vila do Conde (ULSPVVC), deixou inoperacional uma secção daquela que é uma estrutura crucial para os dois concelhos.

Num comunicado partilhado, a ULSPVVC explica que a vulnerabilidade não era desconhecida. Até porque obras de impermeabilização da cobertura já decorriam no local, com conclusão prevista para o final da próxima semana. O temporal, contudo, antecipou-se aos prazos. “A fragilidade do edifício estava identificada”, lê-se no documento, que aponta para a idade do imóvel — próximo de completar dois séculos — como um fator determinante para estes percalços.

Por causa da infiltração e dos trabalhos em curso, a atividade cirúrgica programada sofreu constrangimentos. A administração garante que foram tomadas “as devidas medidas no sentido de o mais rapidamente possível reabilitar a área afetada”. O conselho de administração assegura estar a acompanhar a situação presencialmente, desde o primeiro momento. O objetivo é restabelecer a normalidade na totalidade do bloco operatório, embora não seja avançada uma data concreta para tal.

O hospital, que serve uma população superior a 150 mil habitantes, tem um histórico de intervenções para debelar as fragilidades do seu edifício centenário. Tanto o polo da Póvoa de Varzim como o de Vila do Conde têm sido alvo de obras frequentes de beneficiação. Esta última ocorrência vem sublinhar, de forma recalcitrante, os desafios de manter em pleno funcionamento infraestruturas de saúde com décadas de serviço, sobretudo quando o tempo decide ser o principal interveniente.

NR/HN/Lusa

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