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A urgência geral do Hospital Amadora-Sintra registava, no correr da tarde de hoje, tempos de espera excessivos para doentes com pulseira amarela, aqueles considerados urgentes. De acordo com o portal do Serviço Nacional de Saúde, às 16:30, o tempo médio para primeira observação nesta valência escalava até às dezasseis horas e dez minutos. Existiam, nesse momento, 64 utentes naquele patamar de urgência à espera de ser atendidos.
A situação para casos classificados como pouco urgentes, portadores de pulseira verde, apresentava-se ainda mais dilatada. Para 61 doentes, a espera média estimada ultrapassava a barreira das dezanove horas, um panorama que contrasta fortemente com os tempos de resposta clinicamente recomendados para esta tipologia.
Em comparação, o cenário noutras unidades hospitalares da região de Lisboa mostrava alguma variação, ainda que com situações complicadas noutros pontos. Na urgência geral do Hospital Garcia de Orta, em Almada, o tempo de espera para primeira observação era de três horas e 17 minutos. Já no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, 30 doentes urgentes aguardavam aproximadamente quatro horas, um intervalo que, contudo, se ampliava para perto de dezasseis horas quando se tratava dos casos menos urgentes.
O sistema de triagem de Manchester, utilizado no SNS, estabelece que os casos muito urgentes (laranja) devem ser atendidos em dez minutos. Para as situações urgentes (amarelo), o tempo de resposta ideal é de 60 minutos, e para os pouco urgentes (verde), de 120 minutos. Os cálculos presentes no portal baseiam-se na média do tempo decorrido desde que o utente entrou na fase em que se encontra.
A informação disponibilizada em tempo real pelo SNS permite uma fotografia instantânea da pressão nos serviços de urgência, espelhando hoje dificuldades particularmente acentuadas no hospital da Amadora-Sintra. Os dados não explicam, porém, as razões específicas para estas demoras, que podem envolver afluência, falta de profissionais ou limitações de recursos.
NR/HN/Lusa



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