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A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa transforma-se, na tarde de 12 de dezembro, num ponto de encontro entre gerações. Às 14h00, o Grande Auditório recebe uma onda de cerca de 600 alunos do ensino secundário, convocados para a já tradicional Conferência de Natal. Sob o tema “Ciência, Ação e Comunidade”, a iniciativa quer ser mais do que uma simples sessão académica; aspira a plantar uma semente de curiosidade, ou quem sabe, de vocação.
Após as boas-vindas do diretor Luís Carriço, o palco será ocupado por três investigadores que aceitaram o desafio de comprimir grandes questões em palestras de quinze minutos. A ordem dos trabalhos não segue qualquer hierarquia convencional, começando pela matemática do dia-a-dia. Ana Catarina Monteiro, professora convidada, promete revelar como os números são uma “arma secreta” para curiosos e criativos, afastando a ideia de que se trata de um território árido.
Segue-se João Duarte, geólogo cujo trabalho tem percorrido as placas tectónicas e os abalos sísmicos. Desta vez, o seu olhar dirige-se para cima e para longe, na palestra “Será a Terra o único planeta habitável?”. A pergunta, que soa a ficção científica, serve de gancho para uma viagem pelos exoplanetas conhecidos, misturando descobertas recentes com uma pitada de especulação fundamentada.
Fechará o ciclo de intervenções o astrónomo Rui Agostinho, figura bem conhecida da divulgação científica em Portugal. Com a calma de quem estudou o céu a vida toda, abordará uma possibilidade que captura o imaginário coletivo: a colisão de um asteroide com o nosso planeta. O título da sua comunicação, “A missão HERA da ESA: proteger o planeta do embate de asteroides”, esconde o drama para focar-se na resposta científica já em curso, num tom que pretende ser mais tranquilizador do que alarmista.
A organização desenhou o evento como um contraponto à formalidade. Por isso, depois da ciência vem a música, com atuação da VicenTuna, e um convívio natalício que pretende desfazer a barreira entre palco e plateia. A ideia, sublinham os promotores, é reforçar a literacia científica e fomentar o diálogo, aproveitando o espírito da quadra para transmitir uma mensagem de esperança no futuro – um futuro que, para muitos dos presentes, poderá passar pelos laboratórios e gabinetes da própria faculdade.
A logística do evento, que congrega estudantes de várias escolas da região de Lisboa, foi tratada ao pormenor para garantir que a ciência seja a única protagonista. Mais informações podem ser consultadas através do site de Ciências ULisboa.



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