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Foi conhecido o resultado da edição de 2025 do orçamento participativo do município de Leiria. Quatro ideias passarão do papel à realidade, num investimento global que ronda os 819 mil euros. A votação, que contou com 11.651 participações, ditou a escolha final entre as 20 propostas admitidas a sufrágio pelo júri, de um total de 34 submissões iniciais.
Destaca-se, pela abrangência concelhia, a proposta “Leiria Salva”. O projeto, enquadrado na tipologia Material e orçado em 159.408 euros, prevê a instalação de desfibrilhadores automáticos externos (DAE) nas 20 freguesias do concelho. A medida visa dotar os territórios de equipamentos cruciais para primeiros socorros em casos de paragem cardiorrespiratória.
Na categoria Jovem, os votos concentraram-se na iniciativa que propunha a colocação de uma cobertura no recreio da Escola Básica de Santa Catarina da Serra. Um investimento calculado em 220 mil euros que visa melhorar as condições de utilização do espaço por parte dos alunos, independentemente das condições meteorológicas.
Já as tipologias Verde ou Imaterial elegeram dois projetos. Um deles passa pelo arranjo paisagístico da Rotunda da Bemposta, na União de Freguesias de Santa Catarina da Serra e Chainça. A ideia, com um custo estimado de 440 mil euros, inclui a colocação de elementos naturais que respeitem a diversidade autóctone da região e a instalação de uma estátua de Santa Catarina.
O outro projeto vencedor nesta esfera consiste na implementação de um espaço lúdico-pedagógico no exterior da Escola Básica Dr. Correia Mateus, em Leiria. O objetivo é criar um local específico para ações de sensibilização sobre sustentabilidade, proteção ambiental e alterações climáticas, integrando a componente educativa com o espaço físico escolar.
Gonçalo Lopes, presidente da Câmara Municipal de Leiria, enquadrou o processo, sublinhando que o orçamento participativo “tem como objetivos promover a participação informada, ativa e construtiva dos cidadãos”. A iniciativa pretende também, nas suas palavras, “incentivar o diálogo entre os munícipes e os eleitos locais” e “adequar as políticas públicas municipais às necessidades e expectativas da população”.
Do montante total disponibilizado para esta edição, que era de 880 mil euros, sobram 60.592 euros. Este valor remanescente será transposto para a edição do próximo ano, a que se juntará 1,25% das despesas de capital do ano corrente, num mecanismo que reforça progressivamente a verba afeta a este instrumento de participação cívica.
NR/HN/Lusa



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