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Chegou a Portugal uma delegação da International Academies of Emergency Dispatch, a entidade norte-americana que define padrões mundiais na triagem de chamadas de emergência médica. A visita culminará com uma apresentação técnica do sistema PRO-QA, agendada para hoje no Fórum Cultural de Alcochete, dirigida aos principais operadores do setor pré-hospitalar português.
O encontro acontece depois de, na véspera, se ter realizado uma reunião de trabalho entre os representantes da IAED e o Presidente do Conselho Diretivo da ANTEM, organismo que tem impulsionado a iniciativa. Esse contacto prévio serviu para acertar os últimos detalhes de um evento que, nas palavras da organização, pretende marcar “um ponto de viragem técnico” para o setor.
O PRO-QA é mais do que um simples software; trata-se de uma plataforma científica de questionário estruturado, meticulosamente validada a nível internacional, que guia o interlocutor na central de emergência através de uma sequência rigorosa de perguntas. O seu objetivo é cristalino: uniformizar procedimentos, eliminar subjetividades perigosas e garantir que cada chamada recebe a classificação de prioridade adequada, assegurando uma resposta mais segura e eficaz. A sua implementação noutros países tem sido associada a melhorias mensuráveis nos tempos de resposta e nos resultados clínicos.
A aposta neste sistema insere-se numa caminhada mais ampla da ANTEM, que tem vindo a tentar — nem sempre com consenso à sua volta — modernizar e trazer uma nova credibilidade ao sistema nacional de emergência médica. A adoção de ferramentas validadas pela comunidade científica internacional é um pilar dessa estratégia, ainda que implique, naturalmente, adaptações complexas a nível de formação e de operacionalidade das centrais.
O evento em Alcochete, com início marcado para as 10h00, figura assim como um momento chave de demonstração e de debate. Fica no ar, contudo, a questão prática de como, e quando, é que este protocolo poderá ser efetivamente integrado na realidade diária dos profissionais portugueses que atendem, à distância de um telefone, algumas das situações mais críticas do país. A resposta, essa, dependerá de vontades e de recursos que ultrapassam o âmbito de uma apresentação.
PR/HN



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