Ministra da Saúde espera impacto mínimo da greve nas urgências

9 de Dezembro 2025

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, manifestou ontem a sua esperança de que a greve geral marcada para o dia 11 de dezembro cause o menor impacto possível nas situações de urgência nos serviços de saúde.

A greve foi convocada em protesto contra as alterações que o Governo pretende implementar nas leis laborais.

Durante uma conferência de imprensa realizada no Ministério da Saúde, em Lisboa, Ana Paula Martins referiu que todas as entidades envolvidas negociaram os serviços mínimos necessários para assegurar o funcionamento dos serviços essenciais durante a paralisação. No entanto, a ministra admitiu não poder garantir ou confirmar o impacto exato da greve no dia em que esta ocorrerá, sublinhando que tal dependerá do desenrolar dos acontecimentos.

A intervenção da ministra surge num momento em que se regista um aumento da atividade gripal, o que eleva a pressão sobre os serviços de saúde devido às necessidades assistenciais adicionais. Nesse contexto, Ana Paula Martins apelou à dedicação dos profissionais de saúde para que, mesmo perante a coincidência da greve com o agravamento da situação gripal, os serviços façam o seu melhor para responder às urgências.

A ministra reiterou a confiança depositada nos profissionais de saúde, destacando-os como um elemento fundamental para minimizar os efeitos da greve nos cuidados urgentes, especialmente num período em que os serviços enfrentam uma elevada procura.

Esta posição do Ministério da Saúde ocorre numa fase crítica, em que o sistema de saúde português se prepara para responder a um aumento das infeções respiratórias, esperando-se que os serviços mínimos negociados permitam manter a assistência urgente, apesar da paralisação convocada.

lusa/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

FNAM alerta: Decreto-Lei das urgências regionais ameaça cuidados de proximidade

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) denuncia que o Decreto-Lei recentemente publicado pelo governo de Montenegro, que trata da concentração das urgências regionais, representa um ataque aos cuidados de proximidade aos cidadãos e coloca em risco grávidas, recém-nascidos e utentes em todo o país.

Correia de Campos apela ao PS: votem em Gouveia e Melo

Num discurso inflamado em Oeiras, o antigo ministro socialista Correia de Campos apelou aos eleitores do PS para rejeitarem a disciplina partidária e votarem no candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo

CPAS mantém regime obrigatório e afasta hipótese de adesão à Segurança Social

A Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores não permitirá a transferência dos seus beneficiários para a Segurança Social. O presidente reeleito, Victor Alves Coelho, justificou que uma saída em massa poria em risco o pagamento das pensões atuais. Foram anunciadas novas medidas de flexibilidade contributiva

Cova da Beira reduz em 88% as cirurgias com espera superior a um ano

A Unidade Local de Saúde da Cova da Beira resolveu 96% das cirurgias pendentes do final de 2024 e reduziu em 88% o número de utentes que esperavam há mais de um ano por intervenção. A lista global de espera cirúrgica diminuiu 27% durante 2025, apesar do ingresso de mais de 2.300 novos casos.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights