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A Unidade Local de Saúde de Coimbra contabilizou 5164 episódios nos seus serviços de urgência durante a primeira semana de dezembro, uma média diária que ronda os setecentos e trinta e oito atendimentos. Este valor representa um acréscimo em relação ao período anterior e resultou em quinhentos e oitenta internamentos, pressionando de forma significativa a capacidade de resposta hospitalar.
Nos cuidados de saúde primários, foram realizadas mil seiscentas e quarenta e três consultas com diagnóstico de infeção respiratória, um número que se aproxima já do limiar que desencadeia o Nível 2 do Plano de Contingência. Entre os casos identificados, contam-se 1018 infeções do aparelho respiratório superior, 325 de gripe, 120 de amigdalite, além de cento e sete pneumonias e noventa e quatro bronquiolites. A distribuição por idades mostra que os mais novos não foram poupados: 647 menores de 18 anos, seguidos por 403 adultos entre os 19 e os 44 anos, 340 entre os 45 e os 64 e ainda 276 pessoas com 65 ou mais anos.
Para aliviar as urgências hospitalares, os Centros de Atendimento Clínico realizaram 712 atendimentos, uma solução de proximidade que evita deslocações desnecessárias. Já a Linha SNS24, considerada a porta de entrada mais eficaz para o sistema, registou 2744 contactos, tendo encaminhado 944 para consulta médica ou para autocuidado. A orientação prévia via telefone permite uma gestão mais eficiente da doença aguda e ajuda a que as urgências hospitalares se foquem nos casos de maior gravidade.
Nos hospitais, a distribuição dos episódios foi desigual: os Hospitais da Universidade de Coimbra receberam 2956, o Hospital Pediátrico 1409, o SUB de Arganil 422 e as maternidades 377. Os tempos de espera médios ficaram nos 26 minutos para triagem e em 57 minutos até à primeira observação por um médico.
Apesar do aumento, mantém-se o Nível 1 de contingência, tanto nas urgências como nos cuidados primários, pois os indicadores permanecem dentro dos limites previstos. Contudo, a tendência de agravamento sazonal levou a ULS a ponderar a abertura de camas de enfermaria de contingência dedicadas a infeções respiratórias. Nota-se um crescimento expressivo da procura por parte de menores de 18 anos, e a vigilância laboratorial confirma a predominância do vírus influenza A.
No capítulo da vacinação, a ULS de Coimbra administrou, até 7 de dezembro, 57 438 vacinas contra a COVID-19 e 98 593 contra a gripe. Entre a população com 65 ou mais anos, a cobertura atinge 42,79% para a COVID-19 e 68,83% para a gripe, valores que, embora crescentes, exigem um esforço contínuo de mobilização. As farmácias comunitárias tiveram um papel decisivo, administrando 25 152 vacinas contra a COVID-19 e 43 780 contra a gripe. Alguns municípios, como Coimbra, Mealhada, Cantanhede e Penela, destacam-se com coberturas elevadas entre os mais velhos, enquanto a vacinação infantil mostra adesão irregular.
A ULS de Coimbra apela à utilização responsável dos serviços de saúde, privilegiando o contacto com o SNS24 e os cuidados primários para situações não urgentes. Reforça-se igualmente a importância da vacinação e da adoção de medidas preventivas, como a etiqueta respiratória, ventilação de espaços, higiene das mãos e uso de máscara conforme as recomendações da Direção-Geral da Saúde.
A instituição deixou ainda um agradecimento público ao empenho das suas equipas de saúde e à colaboração da comunidade num período de elevada exigência.



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