Doentes urgentes esperam hoje mais de 14 horas no Amadora-Sintra

10 de Dezembro 2025

Os doentes classificados como urgentes que procuram o Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca, em Amadora-Sintra, enfrentam atualmente tempos de espera superiores a 14 horas para a primeira observação médica, de acordo com dados do portal do SNS consultados esta manhã. 

Pelas 08:00, 34 doentes com pulseira amarela aguardavam 14 horas e 45 minutos para serem atendidos, enquanto 16 doentes pouco urgentes (pulseira verde) esperavam cerca de 16 horas e três minutos após a triagem.

Esta realidade contrasta com outros hospitais da região de Lisboa, onde os tempos de espera variam significativamente. No Hospital Santa Maria, 12 doentes urgentes esperavam seis horas e 43 minutos, e dois casos muito urgentes (pulseira laranja) enfrentavam uma espera de seis horas e seis minutos. No Hospital São José, também em Lisboa, o cenário era mais favorável, com apenas 56 minutos de espera para os três doentes urgentes. Já no Hospital Garcia de Orta, em Almada, os 46 doentes urgentes aguardavam mais de nove horas para a primeira observação, enquanto no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, 34 doentes urgentes esperavam quase dez horas, sem registo de casos muito urgentes em espera.

No Norte do país, a situação era menos crítica. No Hospital São João, no Porto, 19 doentes com pulseira amarela aguardavam cerca de três horas e 20 minutos para atendimento.

O sistema de triagem do SNS recomenda que os casos muito urgentes (pulseira laranja) sejam atendidos nos 10 minutos seguintes à triagem, os urgentes (amarela) em até 60 minutos, e os pouco urgentes (verdes) em até 120 minutos. O incumprimento destes prazos revela a sobrecarga e as dificuldades enfrentadas em alguns centros hospitalares.

As autoridades de saúde apelam aos utentes para que contactem previamente o Centro de Contacto do SNS, através do número 808 242 424, antes de se dirigirem às urgências hospitalares, com o objetivo de evitar deslocações desnecessárias e diminuir a pressão nos serviços de emergência.

lusa/HN

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