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A Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental emitiu um comunicado esta terça-feira, 10 de dezembro de 2025, no qual confirma e lamenta a morte de um utente cujo corpo foi encontrado com uma pulseira de identificação do Hospital de São Francisco Xavier. A administração da ULSLO expressou o seu profundo pesar face ao desfecho.
De acordo com a informação apurada junto de fonte policial e detalhada no documento, o utente deu entrada no Serviço de Urgência daquela unidade no passado dia 14 de novembro. Durante o episódio de urgência, foi submetido aos procedimentos clínicos habituais: triagem, observação, realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica. O estado do doente foi considerado orientado e autónomo, um quadro que, segundo os protocolos, não justificava a utilização de uma pulseira de localização dentro da unidade.
O problema surgiu mais tarde, quando os serviços tentaram uma nova chamada para observação e o utente não respondeu. Seguiram-se tentativas de contacto telefónico, diretas ao próprio e ao contacto de referência por ele fornecido. Um silêncio que se revelou definitivo. Perante a impossibilidade de o localizar, a ULSLO activou o protocolo previsto para estas situações: fez uma notificação formal à Polícia de Segurança Pública e, internamente, considerou tratar-se de um caso de abandono do Serviço de Urgência pelo utente.
No comunicado, a ULSLO procurou salvaguardar a sua atuação, assegurando que desenvolveu todos os esforços, tanto do ponto de vista assistencial como processual, para dar uma resposta adequada à situação. A instituição defende que cumpriu os procedimentos estabelecidos após a saída não autorizada do doente das suas instalações.
O corpo foi encontrado na manhã do dia 10 de dezembro, ainda com a pulseira hospitalar colocada. A ULSLO não avança, no documento, sobre as circunstâncias ou a causa da morte, remetendo esses pormenores para as autoridades policiais que investigam o caso.
PR/HN/MMM



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