Greve Geral dos Profissionais de Saúde de Diagnóstico e Terapêutica Afeta Serviços em Todo o País

11 de Dezembro 2025

A Greve Geral dos profissionais de saúde de diagnóstico e terapêutica está a provocar uma paralisia significativa nos serviços essenciais em Portugal. Com adesão elevada nos setores público, privado e social, os trabalhadores expressam descontentamento em relação às propostas laborais do Governo, que consideram uma ameaça à sua dignidade e futuro

A Greve Geral convocada pelos profissionais de saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica está a ter um impacto profundo no funcionamento dos serviços de saúde em Portugal. A adesão, considerada muito elevada, abrange os setores público, privado e social, refletindo um descontentamento generalizado em relação às propostas laborais do Governo. Vários serviços essenciais, como análises clínicas e exames de imagem, estão a operar apenas em regime de “serviços mínimos”, o que evidencia a importância destes profissionais na prestação de cuidados de saúde.

Luís Dupont, Presidente do STSS, destaca que a adesão à greve é um sinal claro de que as propostas apresentadas ameaçam a estabilidade e a dignidade profissional dos trabalhadores. “A participação é transversal a todo o país e a todos os setores, demonstrando que esta proposta laboral é sentida como uma ameaça real ao futuro das nossas carreiras”, afirmou. Os dados obtidos ao longo da manhã mostram que várias instituições reportaram adesão total, especialmente em áreas como Análises, Radiologia e Fisioterapia.

O Hospital Garcia de Orta, o Hospital Egas Moniz e o SESARAM são apenas algumas das unidades que confirmaram uma adesão de 100%, cumprindo apenas os serviços mínimos. No setor privado, a situação não é diferente. O Hospital Lusíadas Lisboa e o Hospital Cuf Cascais tiveram a sua atividade de Radiologia reduzida a serviços mínimos, com 100% dos profissionais em greve. A Clínica Cuf São Domingos de Rana e o Hospital Lusíadas Oriente não abriram as suas portas, enquanto o Hospital da Luz Setúbal viu 75% dos seus profissionais aderirem à paralisação.

A adesão histórica dos TSDT a esta greve é um reflexo do descontentamento generalizado, que não se limita ao sistema público. Profissionais do setor privado também enfrentam precariedade e desvalorização, sentindo as propostas laborais como uma ameaça direta às suas condições de trabalho.

A contestação estende-se ao setor social, onde instituições como a Associação de Beneficência Popular de Gouveia registaram 80% de adesão entre os fisioterapeutas. O STSS reafirma que a defesa das condições de trabalho abrange todos os TSDT, independentemente do setor em que atuam.

Os dados coletados confirmam que a participação elevada é um indicativo de que os profissionais de saúde consideram as propostas do Governo um retrocesso nas condições de trabalho e na valorização das suas carreiras. A greve, que está a afetar serviços essenciais em todo o país, evidencia a união e a determinação destes trabalhadores em lutar pelos seus direitos e dignidade profissional.

PR/HN/MM

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights