![]()
Este dado demonstra de forma inequívoca a profunda deterioração das condições de trabalho no Serviço Nacional de Saúde (SNS), assim como o elevado grau de rejeição dos profissionais em relação ao pacote de legislação laboral proposto pelo governo liderado por Luís Montenegro.
De norte a sul do país, houve encerramentos completos de blocos operatórios, adiamento de cirurgias programadas e suspensão de consultas tanto nos cuidados primários como hospitalares. Estas consequências são resultado direto das políticas adotadas pelo governo Montenegro, que têm comprometido gravemente a capacidade de resposta dos serviços de saúde e deteriorado as condições laborais dos médicos. É importante sublinhar que, apesar do impacto da greve, os serviços mínimos legalmente estabelecidos foram integralmente cumpridos pelos médicos.
A expressiva adesão à greve confirma aquilo que os profissionais da saúde vêm alertando há anos: não é possível manter um SNS funcional quando este assenta em condições precárias, com horários desregulados, equipas reduzidas, carreiras profissionais estagnadas e exigências incompatíveis com a segurança clínica. Bastou um único dia de paralisação para que o país testemunhasse o que o governo Montenegro insiste em ignorar: um SNS sem profissionais suficientes não consegue responder eficazmente às necessidades da população.
A FNAM reafirma, com ainda maior firmeza, o seu compromisso em apresentar soluções concretas para fixar médicos no SNS, estabilizar as equipas, garantir salários justos e condições de trabalho dignas, e assegurar cuidados seguros e de qualidade aos utentes. A ação da FNAM continuará com determinação e sem recuos, pois o governo já não dispõe de margem para adiar decisões nem para fingir que os problemas não existem. Terá de enfrentar de frente a realidade que os médicos tornaram impossível de disfarçar.
PR/HN/AL



0 Comments