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A comissão parlamentar de inquérito ao Instituto Nacional de Emergência Médica marca o início das suas audições para 7 de janeiro, começando pelo presidente do sindicato que representa os técnicos de emergência pré-hospitalar.
O primeiro a ser ouvido, já na próxima primeira semana do ano, será Rui Lázaro, que lidera o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH). A confirmação partiu do vice-presidente da própria CPI, o deputado social-democrata Francisco Pimentel. No dia seguinte, 8 de janeiro, sobe à mesa o coordenador da comissão de trabalhadores do instituto, Rui Gonçalves.
As sessões estão agendadas para as quartas e quintas-feiras, mas só ao final da tarde, pontualmente depois do plenário da Assembleia da República. Um horário que, sabe-se, complica a logística de todos os envolvidos.
Esta comissão de inquérito, um instrumento que a Iniciativa Liberal conseguiu fazer vingar no hemiciclo ainda em julho, tem um calendário apertado. Conta com 24 deputados e um prazo máximo de 90 dias para deslindar o que classifica como responsabilidades políticas, técnicas e financeiras na atual situação do INEM.
No centro do escrutínio estarão dois eixos principais. O primeiro é a atuação concreta do instituto durante a paralisação dos profissionais no final de outubro e início de novembro do ano passado, um período de greve que colocou o sistema sob enorme tensão. O segundo, mais alargado, pretende esmiuçar a relação – por vezes descrita como turbulenta – entre as sucessivas tutelas políticas e a administração do INEM, desde 2019 até ao presente.
NR/HN/Lusa



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