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O Partido Socialista anunciou esta segunda-feira que vai levar a proposta de um reforço financeiro às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) ao parlamento já em janeiro. O objetivo declarado é destravar um programa que permita libertar mais de duas mil camas atualmente ocupadas nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde por pessoas idosas sem resposta na comunidade.
A iniciativa foi revelada pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, nos arredores do Centro Social da Paróquia de São Salvador de Grijó, em Vila Nova de Gaia, onde visitou um lar de idosos. A medida visa, nas suas palavras, “dar seguimento a um acordo que foi estabelecido no decurso da pandemia” entre o Estado e as IPSS. Esse entendimento, que contou com as então ministras da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e da Saúde, Marta Temido, acabou por não ter o prosseguimento esperado.
“Trata-se de garantir que o Estado dá cumprimento a esse programa e, além disso, reforça as comparticipações financeiras por forma a que as instituições possam acolher esses idosos”, explicou Carneiro aos jornalistas. O líder socialista argumentou que estes cidadãos “não têm quaisquer outras respostas na comunidade” onde poderiam envelhecer de forma mais digna e com um acompanhamento próximo.
Questionado sobre o custo financeiro concreto da proposta, José Luís Carneiro não adiantou valores. Limitou-se a referir que os termos financeiros dos acordos com as instituições só serão conhecidos na fase de apresentação formal da iniciativa na Assembleia da República.
A notícia surge num dia em que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o Orçamento do Estado para 2026. Num breve comentário sobre outros temas, Carneiro recusou-se a alongar-se, concentrando a sua intervenção na proposta para as IPSS e na promulgação da lei orçamental, que considerou um contributo para a estabilidade.
NR/HN/Lusa



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