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Candidatos com licenciatura e vocação para os cuidados primários podem concorrer até 31 de janeiro ao Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Algarve, um curso de quatro anos com 96 vagas e método de ensino distintivo.
O período de candidaturas para o Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da Universidade do Algarve (UAlg) termina a 31 de janeiro. A oferta para 2026/2027 contempla 96 vagas, num curso de quatro anos que exige, desde logo, uma licenciatura prévia aos candidatos. Mas o que realmente distingue este percurso formativo não é só a barreira de entrada. Há todo um desígnio pedagógico por trás, que começa na forma como se escolhem os alunos e se estende por uma imersão clínica quase imediata.
O processo seletivo é, ele próprio, uma declaração de intenções. A primeira fase avalia capacidades cognitivas, como é habitual. A segunda, porém, desvia-se do padrão e foca-se numa avaliação de valores humanos. O método pretende ir além do saber académico, sondando as motivações e o perfil relacional dos aspirantes a médicos. Paralelamente, a estrutura do curso desafia as convenções. A Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da UAlg adotou integralmente o Problem Based Learning (PBL), um modelo de aprendizagem baseada em problemas, e introduz o ensino clínico logo no primeiro ano. A junção destas duas características num único plano de estudos é, segundo a instituição, uma raridade no panorama nacional.
Outro pilar estratégico do MIM é o contacto precoce com a Medicina Geral e Familiar (MGF). A aposta nos cuidados de saúde primários não é um mero capítulo do programa; é encarada como o eixo fundamental para uma prática médica futura que tenha uma abordagem alargada, centrada na pessoa e na comunidade. “O objetivo é formar médicos com uma abordagem alargada à pessoa e à comunidade, alinhada com as necessidades da sociedade portuguesa”, pode ler-se na documentação do curso. Há, portanto, uma intenção clara de moldar profissionais cuja atuação responda a carências identificadas no sistema de saúde.
A faculdade aposta ainda na qualificação do seu corpo docente, com uma parte significativa acreditada pela Associação Europeia de Educação Médica. Para além da missão formativa, a escola médica do Algarve assume um compromisso territorial. A sua instalação e desenvolvimento são vistos como um fator-chave para tornar a região mais atrativa para a prática clínica e para fixar novos profissionais, contrariando assimetrias regionais históricas na distribuição de recursos em saúde.
Links de acesso:
Informação sobre o MIM na UAlg
Portal de Candidaturas
PR/HN/MM



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