Portalegre Desbloqueia Expansão Hospitalar com Compra de Antigo Colégio por 2,5 Milhões

30 de Dezembro 2025

A Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo adquiriu o antigo Colégio Diocesano de Santo António, propriedade da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, para avançar com um novo Campus da Saúde, um investimento global estimado em 40 milhões de euros que visa reestruturar e expandir os serviços de saúde na região

O caminho para a ampliação do Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, estava entupido há anos pela falta de espaço. Essa limitação foi agora contornada com uma solução que olha para o passado para construir o futuro. A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo finalizou a aquisição do antigo Colégio Diocesano de Santo António, um edifício histórico que se ergue na retaguarda do atual hospital. O negócio, fechado por 2,5 milhões de euros com a Diocese de Portalegre-Castelo Branco, representa o pontapé de saída para um projeto muito mais ambicioso: o Campus da Saúde de Portalegre, cuja conclusão está prevista para 2029.

Miguel Lopes, presidente do Conselho de Administração da ULS, não esconde o alívio perante esta concretização. O terreno do colégio, com os seus 33 mil metros quadrados, duplica a área disponível para a instituição. “Como sabemos, o hospital estava muito limitado naquilo que era a expansão dos serviços”, admitiu, em declarações à Lusa. A operação desbloqueia um impasse que se arrastava e permite avançar com uma visão que classifica de “inovadora e pioneira em todo o Alentejo”.

A ideia, já desenhada tecnicamente, passa por uma reorganização profunda. O atual edifício do hospital manterá os cuidados de agudos, como as urgências, que assim ganharão condições para se expandirem. Já o novo campus, a nascer nas instalações do antigo colégio, será o coração dos cuidados de ambulatório. Para lá seguirão hospitais de dia, consultas externas, os serviços de oncologia, imagiologia, cardiologia e uma vasta gama de valências como fisioterapia e medicina física. A mudança também trará ordem à logística. Serviços administrativos e de apoio, atualmente espalhados por armazéns na cidade, assim como o centro de saúde e a unidade de saúde pública, serão concentrados no novo espaço.

O projeto, com um estudo de viabilidade concluído, está orçado em aproximadamente 40 milhões de euros. O horizonte temporal é apertado. “A ambição é grande”, reconheceu Miguel Lopes. O plano do conselho de administração é conseguir o financiamento necessário e concluir a construção dentro de um período de quatro anos. O objetivo traçado é que, em 2029, todas as peças deste complexo puzzle estejam no lugar, materializando um campus que pretende redefinir a resposta à saúde no Alto Alentejo.

NR/HN/Lusa

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