Força Aérea fez em 2025 mais 5% de resgates e salvamentos

1 de Janeiro 2026

A Força Aérea anunciou hoje ter apoiado diretamente 931 pessoas no ano passado, entre transportes médicos aéreos, resgates e missões de busca e salvamento, referindo que o valor representa um crescimento de 5% face a 2024.

“No âmbito dos transportes médicos, foram transportados 830 doentes, maioritariamente entre ilhas de cada arquipélago, Açores e Madeira, mas também entre os arquipélagos e o Continente”, disse a entidade em comunicado.

Este número representa uma diminuição de dez doentes em comparação com o ano anterior.

A Força Aérea sublinhou que apoiou o INEM durante quatro meses no transporte de doentes por via aérea, “garantindo a continuidade daquele serviço essencial para o país, mais concretamente no Continente”.

A instituição adiantou ainda ter resgatado 101 pessoas em terra e no mar, mais 60 do que em 2024, com destaque para uma missão de resgate de 11 pessoas em pleno Oceano Atlântico, em agosto.

“Missões de elevada exigência, conduzidas em condições de risco significativo para as tripulações, cumpridas com pleno êxito, evidenciando o elevado profissionalismo dos militares da Força Aérea”, referiu a nota.

A Força Aérea realizou ainda 45 transportes de órgãos para transplante, mais oito do que em 2024, “contribuindo de forma decisiva para salvar vidas”.

A instituição sublinhou ter também estado presente em conflitos internacionais, incluindo a missão de repatriamento de cidadãos do Médio Oriente.

“Durante dois dias, um avião C-130H da Força Aérea foi a ponte aérea entre o Egipto e o Chipre, garantindo o transporte seguro de 120 pessoas”, referiu o comunicado.

A Força Aérea realizou mais de 946 horas de voo de policiamento do espaço aéreo, com destaque para uma missão de acompanhamento de uma aeronave civil em alerta por suspeita de ameaça de bomba, em junho.

Cerca de 480 horas de voo durante quatro meses a garantir a segurança do espaço aéreo nos Bálticos, numa missão ao abrigo da NATO, “que resultaram em cerca de 20 aeronaves intercetadas”, foram também destaques apresentados na nota.

Missões que se realizaram não só em Portugal mas também no Mediterrâneo, ao serviço da Agência Frontex (a agência de Fronteiras da União Europeia) e da NATO (a Aliança Atlântica militar entre a Europa e os Estados Unidos).

Na área de apoio à proteção civil, foram realizadas 180 missões de apoio ao combate aos incêndios rurais – menos 100 do que em 2024 – que totalizaram perto de 700 horas de voo – menos 300 horas do que no ano anterior.

A Força Aérea disse ter dado em 2025 “um passo extremamente significativo” rumo ao espaço com a aquisição de um satélite que capta imagens de alta resolução que podem ser utilizadas para prever fenómenos meteorológicos e catástrofes naturais ou auxiliar em missões de busca e salvamento.

lusa/HN

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