![]()
Ohana Canhoca Bernardo Santos passou a ser, na madrugada do primeiro dia do ano, a cidadã mais nova do distrito. O nascimento ocorreu às duas e vinte e cinco da manhã, no centro obstétrico da Unidade Local de Saúde de Braga, marcando simbolicamente o arranque de um novo ciclo no serviço público da região. A criança, cujo nome de origem havaiana remete para o conceito de família, nasceu de um parto considerado atócico, ou seja, natural e sem recurso a instrumentos, após uma gestação completa de quarenta semanas.
A mãe, Marta Santos, tem 35 anos e trabalha no setor das limpezas. O pai, Adílson Bernardo, de 25 anos, exerce funções como técnico e auxiliar de fabrico. O casal, de nacionalidade angolana, escolheu Braga para viver e constituir família. Para ambos, a chegada da pequena Ohana não é uma estreia na parentalidade, tratando-se já do terceiro filho do agregado familiar, que vê assim crescer o seu núcleo. A bebé, que se encontra em perfeitas condições de saúde, apresentou um peso de 2,615 quilogramas no momento do parto.
O ambiente na maternidade, segundo descrições de testemunhas, misturava a habitual azáfama clínica com uma certa emoção contida, própria de quem trabalha na virada do ano. Há sempre qualquer coisa de especial num parto que coincide com a passagem do tempo, comentou uma das enfermeiras de servião, num tom quase confessional, enquanto registava os dados da recém-nascida. A rotina dos profissionais, contudo, não esmorece: os procedimentos clínicos seguiram o seu curso normal, com a equipa a assegurar todos os cuidados à mãe e à criança, num processo que, apesar de repetido inúmeras vezes, nunca perde completamente o seu halo de singularidade.
Para além do significado pessoal para a família, o nascimento simboliza o reinício da atividade num dos maiores serviços de saúde do Norte do país. A ULS de Braga, que integra o Hospital de Braga, tem uma média de vários milhares de partos por ano, sendo cada um deles tratado com a mesma meticulosidade, independentemente da data no calendário. A chegada de Ohana, nos primeiros minutos de 2026, fica registada como um marco estatístico e, sobretudo, humano. A família recebeu os parabéns da equipa clínica e deve receber alta dentro da normalidade, seguindo para sua casa em Braga, onde os dois irmãos mais velhos aguardam pelo novo membro.
NR/HN/Lusa



0 Comments