![]()
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou que quatro filhos e a enteada do ex-presidente Jair Bolsonaro o visitem na prisão. A decisão, divulgada neste sábado, tem como base um pedido formulado pela defesa e foi proferida na sexta-feira, um dia após Bolsonaro ter regressado à carceragem da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena, após alta hospitalar.
Pelo despacho, terão visita permanente os filhos Carlos, Flávio, Jair Renan e uma filha menor de idade, cujo nome não foi divulgado, além da enteada Letícia Marianna Firmo da Silva. O acesso, no entanto, mantém-se sujeito às rígidas regras estabelecidas anteriormente: no máximo quatro visitas semanais, com duração de trinta minutos cada e apenas um familiar por sessão, em dias e horários predefinidos.
Ficou excluído da autorização o deputado Eduardo Bolsonaro, terceiro dos cinco filhos do ex-presidente. Ele reside nos Estados Unidos desde março e, na sexta-feira, a Polícia Federal ordenou o seu retorno imediato ao Brasil para reassumir o cargo de escrivão da corporação, do qual estava afastado para exercer o mandato. A Câmara dos Deputados declarou a perda do seu mandato em 18 de dezembro, por ausência excessiva.
A medida segue-se a uma autorização semelhante concedida em dezembro para a esposa, Michelle Bolsonaro. Paralelamente, Moraes manteve a recusa ao pedido de conversão da pena para o regime domiciliário, argumentado pela defesa com base no estado de saúde do ex-presidente, de 70 anos. Bolsonaro sofre sequelas do ataque a faca que sofreu em 2018 e recentemente passou por novas intervenções cirúrgicas.
Em reação nas redes sociais, os filhos Carlos e Flávio Bolsonaro criticaram a decisão, atribuindo-a a um “exercício reiterado de abuso de poder” por parte do ministro. “Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?”, indagou Flávio na plataforma X.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta em setembro, por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A sentença determinou que vários anos sejam cumpridos em regime fechado.
NR/HN/Lusa



0 Comments