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A Unidade Local de Saúde de Braga (ULS Braga) deu início, esta quinta-feira, ao ano formativo de 155 novos médicos internos. Num ambiente de expectativa palpável, o auditório do Hospital de Braga encheu-se para receber os 80 profissionais que iniciam a Formação Geral e os 75 que avançam para a Formação Especializada. A sessão juntou representantes dos cuidados hospitalares, dos cuidados de saúde primários e da Saúde Pública, num ritual que se repete anualmente mas que nunca perde o significado de renovação.
A distribuição pelos serviços já está definida. Do total de ingressantes na especialidade, 56 irão para áreas hospitalares diversas e 19 optaram por Medicina Geral e Familiar. No seu conjunto, os novos internos vão dispersar-se por 29 especialidades distintas, um número que a administração não hesita em apontar como espelho da abrangência da sua estrutura formativa. A instituição, que serve diretamente cerca de 320 mil utentes e indiretamente mais de 1,2 milhões, vê assim reforçado o seu corpo clínico, que já ultrapassa os 4.500 profissionais.
Para Américo Afonso, Presidente do Conselho de Administração, a escolha continuada de Braga pelos jovens médicos é mais do que um mero número. “É um motivo de orgulho, sim, mas sobretudo uma responsabilidade acrescida que sentimos”, confessou durante a sua intervenção. Na sua perspetiva, esta vaga representa “esperança no futuro do SNS e o reconhecimento tácito de um trabalho que se faz diariamente”. Afonso não escondeu a convicção de que estes profissionais são peças fundamentais para assegurar a continuidade de um serviço público de saúde “forte e próximo” das populações.
Já a Diretora Clínica, Aldara Braga, centrou o seu discurso no percurso que agora se inicia dentro dos muros da unidade. “Queremos que encontrem aqui um ambiente exigente, é certo, mas simultaneamente de apoio sólido”, afirmou, dirigindo-se aos presentes. A clínica sublinhou o papel dos orientadores e das equipas multidisciplinares na consolidação de uma prática clínica de excelência, um desígnio que classifica como “não negociável”. A ULS Braga, reforçou, afirma-se como um espaço de aprendizagem onde o crescimento profissional é uma meta tangível.
O internato médico constitui uma fase pivotal na carreira, dividindo-se entre a Formação Geral, que prepara para o exercício autónomo da medicina, e a Formação Especializada, mais longa e técnica, que confere o grau de especialista. Após o ano comum, muitos dos agora internos de Formação Geral regressarão para iniciar uma especialidade, num ciclo que pode prolongar-se entre quatro a seis anos. A aposta na formação é, para a administração, um pilar estratégico incontornável, visto como motor para a atração de talento e, em última análise, para a qualidade dos cuidados prestados.
PR/HN/MMM



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