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O candidato presidencial António Filipe afirmou hoje que as questões da saúde, do trabalho e do acesso à habitação têm de estar na primeira linha do debate das eleições presidenciais. A declaração foi feita durante uma visita à Liga de Amigos do Hospital Garcia de Orta (LAHGO), em Almada, instituição que serve cerca de 300 utentes com cuidados continuados e apoio a seniores.
Para o candidato apoiado pelo Partido Comunista Português (PCP) e pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), estes não são meros tópicos de campanha, mas os problemas que mais afligem os portugueses no seu dia a dia. “Diria que estes três problemas, trabalho, saúde, acesso à habitação e porventura o acesso dos nossos jovens aos graus mais elevados de ensino, são questões sociais fundamentais que não podem ficar de fora de nenhum debate político”, frisou. Sublinhou ainda que cumprir a Constituição implica respeitar os direitos económicos e sociais dos cidadãos, num país que descreveu como tendo salários baixos e uma situação “calamitosa” no acesso à casa própria.
Sobre a instituição que visitou, António Filipe elogiou o trabalho desenvolvido, considerando-o “um bom exemplo do que a sociedade civil pode fazer”. No entanto, aproveitou para lançar um alerta sobre a necessidade de o Estado olhar com mais atenção para a enorme carência de cuidados continuados que persiste no país. Defendeu que um Presidente da República tem o dever de, junto do poder governativo, chamar permanentemente a atenção para estas necessidades, apoiando as instituições sociais sem que o Estado abdique da sua responsabilidade de criar uma rede pública robusta.
Questionado pelos jornalistas sobre possíveis desistências à esquerda, um tema que emergiu no debate radiofónico entre candidatos transmitido hoje, António Filipe rejeitou a ideia com veemência. “A minha candidatura é insubstituível, desde o primeiro dia que o disse”, declarou, acrescentando que a questão lhe soa como “um disco riscado”. Afirmou que a sua candidatura se identifica com os trabalhadores, com a Constituição e com os valores de Abril, requisitos que, no seu entender, nenhuma outra candidatura preenche.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026, com um número recorde de 11 candidatos. A campanha eleitoral decorre entre 04 e 16 de janeiro.
NR/HN/Lusa



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